Geral

Mutirão dá ‘cara nova’ a escola

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Quando o ano letivo começar no próximo dia 16, os alunos da escola estadual Marta Aparecida Hjertquist Barbosa, o Caic, na Vila Nova Esperança, irão encontrar um prédio mais limpo e com melhores condições de aula. Com esse objetivo, cerca de 50 pessoas participaram ontem de um mutirão de limpeza da escola. A iniciativa foi dos membros da Igreja Evangélica Brasil para Cristo, cuja sede é em frente da escola.

De enxada, vassoura e rolo de pintura nas mãos, os voluntários começaram a preparar a escola para o início do novo ano letivo. De acordo com a diretora da escola, Ana Cristina rua Gonzaga de Lima, durante o recesso, o prédio sofreu muito com ação de vândalos e pichadores. O Estado liberou para todas as escolas da rede estadual R$ 7,9 mil para que sejam realizados reparos necessários antes do início das aulas.

No Caic, o dinheiro foi utilizado para a compra de tinta, torneiras e outros materiais necessários para o trabalho dos voluntários. O mutirão de limpeza é realizado há três anos. A maior parte das pessoas que enfrentou a empreitada, além de pertencer à igreja, também tem filhos estudando na escola.

O vereador e também pastor Roberval Sakai era um dos participantes do mutirão. Segundo ele, a meta era capinar toda a área interna da escola e limpar calçadas, guias e sarjetas que estavam tomadas pelo mato. Algumas árvores também tiveram seus galhos podados.

Com a quantidade de trabalho era grande, o pastor Levi Momesso disse que, ser for necessário, o mutirão terá continuidade no próximo final de semana. Para ele, a falta de segurança no local facilita que pessoas mal intencionadas entrem nas dependências do prédio para pichar as paredes e furtar ou quebrar as torneiras do bebedouro. “Toda escola tem um muro alto, mas aqui, infelizmente, existe apenas uma grade para tentar impedir a entrada desse tipo de pessoas”, reclama.

A escola, do ensino fundamental, tem cerca de 2 mil alunos e está toda pichada. Estudantes universitários que participam do projeto Escola da Família da Secretaria do Estado da Educação estão realizando um projeto de grafitagem em boa parte das paredes da escola. Júlia Soares Victor cursa pedagogia na Universidade do Sagrado Coração (USC) e, aos finais de semana, participa do projeto. “O grafite ajuda a inibir a ação do pichadores”, acredita.

Para as pessoas que participaram do mutirão de limpeza na escola foi servida macarronada no almoço, ontem. Apesar de saber que a pintura realizada pelos voluntários pode não durar até a chegada dos alunos na próxima semana, o pastor Levi defende que, em outros bairros, a comunidade também se una no intuito de promover esse tipo de trabalho em outras escolas.

Comentários

Comentários