O horário de verão, em vigor desde 19 de outubro do ano passado, terminará à meia-noite de sábado, 14 de fevereiro, quando os relógios devem ser atrasados em uma hora. A CPFL Paulista estima uma redução da ordem de 0,8% no consumo de energia elétrica nas 234 cidades onde distribui eletricidade e ainda uma diminuição de 1,4% na demanda por energia no horário mais crítico, o de ponta, em razão da adoção do horário de verão. Essa economia seria suficiente para atender uma cidade do porte de Bauru por 33 dias.
A economia é possível graças ao melhor aproveitamento da luz natural, em função da defasagem ao horário normal, tornando os dias mais longos. Outro benefício verificado com o horário de verão é a queda na demanda máxima do sistema elétrico no horário de pico, das 18h às 21h.
Nesta edição do horário de verão, a 38.ª, foram 119 dias de vigência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal. A partir deste ano, a medida terá datas fixas para início e término. Antes, anualmente, era publicado um decreto para definir o período da mudança.
De acordo com decisão anunciada pelo governo no ano passado, o horário de verão entrará em vigor sempre à 0h do terceiro domingo de outubro e se estenderá até o terceiro domingo de fevereiro seguinte. Há, no entanto, uma ressalva: caso o terceiro domingo de fevereiro seja o de Carnaval, o encerramento do horário de verão fica para o domingo seguinte.
O horário de verão é adotado sempre nesta época do ano por causa do aumento na demanda, resultado do calor e do crescimento da produção industrial às vésperas do Natal. O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931.