Vimos por meio deste expor nossa indignação com a situação a que está sendo exposta a classe do magistério do Estado mais rico da Federação – São Paulo. Expor a experiência, o conhecimento, os anos de trabalho e dedicação dos professores a atitudes tão pequenas como as que estão sendo impostas pelo governo do Estado e Secretaria da Educação, podemos considerar como um crime – discriminação, desrespeito e outros nesse sentido.
Os meios de comunicação têm questionado as causas que estão levando a educação do Estado de São Paulo a resultados tão insatisfatórios.
As universidades que oferecem cursos para formação de professores estão fechando suas classes por falta de matrículas. Qual motivo? Desinteresse pela carreira tão desprestigiada e mal remunerada. Os professores têm sido expostos a situações vexatórias, ativos e inativos que deram sua vida à educação – oferecendo de forma enganosa “bônus” aos ativos e agora a prova ridícula para medir conhecimentos, desvalorizando a experiência, a dedicação e os anos de trabalho oferecido.
O ano letivo já está comprometido, nossas crianças, suas famílias preparadas para o início das aulas, e de repente muda-se tudo.
E os professores, chefes de família, o que farão com tanta insegurança diante do que vem ocorrendo dentro dos gabinetes ao longo dos últimos tempos? Para formar bons cidadãos o exemplo tem que vir de cima, longe de interesses políticos, discutindo a situação com aqueles que estão diretamente envolvidos com a situação – aluno-família-escola. E agora, senhor governador, senhora secretária, que nota vamos dar a vocês?
Wanderley Ferreira Grejo – vereador - Pirajuí/SP