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Cervo aparece na horta de entidade

Por Ricardo Santana | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Não se sabe se à procura de comida ou perdido, o fato é que um veado catingueiro apareceu na horta do Lar-Escola Rafael Maurício, localizado na altura do trevo de acesso da Vila São Paulo, em Bauru, ontem pela manhã. O bicho, que deve ter entrado por buracos existentes no alambrado da horta, logo foi descoberto por dois cachorros, que tentaram pegá-lo. Por sorte, alunos da entidade viram a cena e socorreram o veado, que foi colocado num espaço seguro até a chegada do Corpo de Bombeiros, que o levou ao Zoológico de Bauru.

No zôo, o animal foi recebido pelo biólogo Gérson Rodrigues, que o examinou. Como estava bem de saúde - apresentava apenas arranhões-, o veado foi solto na mata do Parque Ecológico logo em seguida. Rodrigues explica que, em casos em que o animal silvestre está bem de saúde, o procedimento correto é a soltura imediata em seu habitat. Ele acrescenta que, se aprisionado, há risco do animal morrer devido ao estresse.

Rodrigues confirma que o veado catingueiro é uma espécie bastante comum em toda a região de Bauru. O exemplar que apareceu no Lar Rafael Maurício uma fêmea jovem, já se aproximando da fase adulta. Nos últimos dias, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recebeu vários relatos de pessoas que avistaram veados catingueiros na região, inclusive na zona urbana de Bauru.

A analista ambiental do Ibama de Bauru, Lélia Lourenço Pinto, ratifica o procedimento adotado pelo zoológico e desaconselha as pessoas a tentarem capturar animais silvestres. Ela explica que o veado catingueiro não está em extinção.

Lélia lembra que já ocorreu de filhotes de veado serem pegos e levados à sede do Ibama por pessoas que acreditam que eles estão abandonados. Porém, a recomendação do Ibama é para que as pessoas deixem os animais silvestres na natureza porque a mãe retorna para amamentar e cuidar do filhote.

Quando se tratar de animal adulto, como no caso de ontem, Lélia acrescenta que as pessoas não devem fazer a captura porque o animal pode morrer, como aconteceu no ano passado quando um veado apareceu nas imediações do Shopping.

Lélia lembra que o animal morreu de estresse ao se ver meio a pessoas que tentavam evitar que ele fosse na direção da rodovia. A medida eficaz é comunicar o Ibama, o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Ambiental.

• Serviço

O telefone do Ibama é o 3203-0151; do Corpo de Bombeiros, 193; da Polícia Ambiental, 3203-2700.

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Saiba mais

Os veados são mamíferos da ordem dos artiodáctilos pertencentes, em senso estrito, à família Cervidae. São animais herbívoros de coloração amarronzada. Quando ocupam ambientes mais áridos, possuem uma coloração mais clara em relação aqueles que habitam ambientes mais úmidos e fechados. Entretanto, variações significativas na coloração da pelagem dos catingueiros podem ser observadas em indivíduos de uma mesma população ou entre localidades diferentes.

O veado catingueiro tem hábito solitário, encontrando o seu parceiro apenas para acasalar-se. Costuma marcar seu território com a deposição de fezes. Os machos também utilizam seus chifres e glândulas localizadas na cabeça para marcarem arbustos, abaixo dos quais em algumas ocasiões raspam as patas dianteiras no solo chegando a depositar um pouco de urina e fezes no local.

O animal se alimenta de frutos, brotos de arbustos e folhas. As fêmeas dão à luz apenas um filhote após um período de gestação de aproximadamente sete meses. Quando nascem, os filhotes possuem em seu corpo manchas mais claras, para a camuflagem na natureza. Mas conforme o animal cresce, as manchas vão sendo eliminadas, e em alguns meses, já possuem a coloração do adulto.

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