Enquanto o principal problema tanto do município quanto da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) é o dinheiro, a Caixa Econômica Federal (CEF) enfrenta outro empecilho para investir na construção de novos núcleos de moradias populares em Bauru: a falta de tratamento de esgoto na cidade. Sem isso, não há como a instituição bancária liberar dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para esse tipo de financiamento.
De acordo com Olair Ribeiro Filho, gerente regional de construção civil da CEF, nos últimos anos, alguns projetos foram encaminhados por cooperativas e empresas interessadas nessa modalidade de construção em Bauru, mas com o impedimento jurídico os projetos não puderam ser avaliados.
Ribeiro Filho acredita que ainda este ano as pessoas que esperam com ansiedade o anúncio da construção de novas moradias populares receberão boas notícias. De acordo com ele, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) acertado entre o município de Bauru e o Ministério Público poderá colocar fim à longa espera de muitas famílias. “A Caixa aguarda apenas a apreciação do termo pelo juiz responsável para que possamos tirar da gaveta as propostas e analisá-las”, explica.
Ele avisa que dinheiro não faltará para investimentos nessa área quando o impedimento jurídico for derrubado. “Para a construção de novos núcleos habitacionais não existe um limite de verbas, o dinheiro necessário será liberado”, garante.
Mas a CEF impõe algumas limitações para as novas construções, como o máximo total de 500 moradias, sejam casas ou apartamentos. “Isso não impede que dois ou três investimentos com a capacidade máxima sejam liberados ao mesmo tempo”, explica.
Ribeiro Filho explica que as taxas de juros do financiamento habitacional da Caixa giram em torno de 4% ao ano e que o mutuário, dependendo da renda, pode quitar o imóvel em até 25 anos.
Se a CEF no momento se encontra impedida de financiar a construção de núcleos com moradias populares no município, as moradias com financiamento individual estão a todo vapor. No último ano, o banco fechou cerca de 750 contratos do tipo, realizando o sonho da casa própria para essas famílias.
Para este ano, de acordo com o gerente, a meta é ainda mais audaciosa. “Nosso projeto é chegar a 900 ou a 1.000 unidades de casas ou apartamentos só no município de Bauru”, conta. Para isso, dinheiro também não irá faltar, garante o gerente.
De acordo com Ribeiro Filho, duas modalidades de recursos garantem ao município quase R$ 45 milhões para financiamentos individuais. “É como no outro caso. Se for necessário a CEF poderá deslocar verbas ociosas de outras cidades e municípios para atender a demanda do mercado em Bauru”, avisa.
Os interessados em conseguir o financiamento da casa própria na modalidade individual poderão até fazer a simulação do valor que poderá ser liberado no simulador de financiamento que existe no site da CEF na Internet (www.caixa.gov.br).
Ribeiro Filho explica que basta, ao informar apenas a renda mensal, o futuro mutuário consegue saber o quanto poderá financiar e o valor de cada parcela a ser paga. “O interessado pode ainda se dirigir à qualquer agência da CEF em Bauru e fazer a simulação com o gerente de cada agência”, lembra.
Ribeiro Filho ressalta que a CEF espera ainda este ano analisar as propostas existentes e receber outras que visem à edificação de novos núcleos habitacionais com todo a infra-estrutura que garantirá aos moradores uma excelente habitabilidade.