No início da avenida José Sandrin, em área de preservação com vegetação do tipo cerrado, pertencente à Unesp, e, repito, área de preservação ambiental, existe uma grande placa, onde lemos: “Futuras instalações das bases para o fomento econômico de Bauru e região. Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e Desenvolvimento Industrial de Bauru. Realização: Fiesp, Prefeitura Municipal de Bauru e Unesp”. Citamos o recente livro do professor da Unesp Nilson Ghirardello e de Maria Solange Gurgel de Castro Fontes, intitulado “Olhares sobre Bauru”, onde de chofre na apresentação consta: “Portanto, a partir da leitura deste trabalho, será possível ao leitor desvendar como se deu a ocupação do sítio urbano natural da cidade, como era a sua mata nativa, o que restou da mesma, reduzida a fragmentos, e quais as consequências atuais da devastação, onde a paisagem urbana e periurbana apresentam a ocorrência de dois impactos ambientais de grande monta: inundações e erosões (Falcão)”.
A área da Unesp referida contém o que sobrou do cerrado, com espécimes raros da flora e fauna do local, havendo ali um filão para estudos, entre eles o dos saguis, que inclusive há estudos nesse sentido, e como também da flora, inclusive plantas medicinais e o desenvolvimento sustentável. As autoridades que cuidam do meio ambiente devem estar alertas sobre esse fato, pois há um antigo ditado que diz: “comendo pelas beiradas”. É assim que começa. Além da área da Unesp existe também ao redor a “APA Vargem Limpa-Campo Novo”, como também o Jardim Botânico. Portanto, sentimos a necessidade de um alerta através da imprensa sobre esse fato.
Amilton Marques Sobreira - presidente da associação “SOS Cerrado”