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Barragens são solução contra enchentes

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

O fim das enchentes que tanto infernizam a vida dos moradores de Bauru há décadas passa pela construção de barragens em pontos estratégicos. Esta é a solução mais viável apontada pelos especialistas ouvidos pelo Jornal da Cidade. A idéia, de acordo com projetos já existentes, é constuir barragens em locais onde o volume de água aumenta muito quando chove forte.

A barreira teria como finalidade reter a água da chuva e soltar aos poucos o volume represado, evitando, assim, a formação de correntezas com força suficiente para arrastar carros, asfalto e tudo mais que encontra pela frente, além de evitar o transbordamento de córregos e, principalmente, do rio Bauru, que é o destino obrigatório de toda água que corre pela cidade.

Já a solução para as enchentes que ocorrem no Centro de Bauru, mais especificamente na avenida Nações Unidas, é um pouco diferente. Basicamente, existem duas opções. Uma delas é levar adiante o projeto de construir um piscinão no Parque Vitória Régia, mas essa é uma alternativa que está longe de ser uma unanimidade.

Transformar o principal cartão-postal da cidade em piscinão, mesmo que seja por algumas horas e durante poucos dias no ano, pode ter um custo político muito alto e o poder público não está disposto a correr esse risco.

A outra opção seria captar a água da chuva nas partes altas que margeiam a avenida Nações Unidas e lançá-la no sentido contrário, ou seja, ao invés da água ser canalizada para o ribeirão da Flores, que existe debaixo da Nações e transborda toda vez que chove forte, ela seria desviada para o lado oposto, diminuindo a quantidade de água na avenida.

Como existem poucas galerias de águas pluviais nas Nações Unidas, a enxurrada corre solta na avenida, causando os estragos que todos já conhecem. Além disso, o diâmetro dos tubos que estão debaixo da avenida não é suficiente para dar vazão à toda água que é despejada no local.

Levantamento feito pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) mostra que da rua Aviador Gomes Ribeiro até a avenida Duque de Caxias os dois tubos que passam por baixo das Nações têm um metro e meio de diâmetro cada. Juntos, têm capacidade de escoar 16 metros cúbicos de água por segundo, quando o ideal, para absorver uma chuva forte, seriam tubos com capacidade para 45 metros cúbicos por segundo. Como não há espaço debaixo da terra, o excedente corre pela superfície, provocando o alagamento.

Da avenida Duque de Caxias até a avenida Rodrigues Alves são três tubos de um metro e meio de diâmetro - também insuficientes para atender a demanda de 50 metros cúbicos por segundo em caso de chuva forte. Da Rodrigues até a altura da rua Marcondes Salgado voltam a ser dois tubos. Da Marcondes até o rio Bauru, na avenida Nuno de Assis, existem três tubos de dois metros e meio de diâmetro. Apesar de aumentar a vazão, ainda assim não é suficiente para atender a demanda.

Isso já dá uma dimensão do tamanho da defasagem que Bauru enfrenta para drenar a água da chuva. Substituir os tubos atuais por outros maiores é inviável. Entre outras medidas, seria preciso abrir a avenida Nações Unidas, algo que causaria tremendo transtorno e custaria caro. Como se trata de uma região totalmente construída, sobram poucas opções. Criar reservatórios ao longo da avenida ou desviar o curso das águas são duas possibilidades levantadas pelos especialistas

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