Venho através desta me reportar às considerações feitas anteontem, nesta coluna, pelo sr. Braz Melero, sobre o resgate ético e moral na Cohab. Com todo o respeito em relação ao seu trabalho à época à frente da diretoria da empresa, tenho a informar que estamos agindo com legalidade sim e, principalmente, responsabilidade, na tentativa de solucionar os problemas da companhia que se arrastam por décadas.
Os mesmos problemas que o sr. Braz também já enfrentou. Mas agora com um agravante: dezenas de conjuntos habitacionais que tiveram seus contratos decursados necessitando de liquidação junto ao FGTS, por parte desta empresa. Como é de seu conhecimento, não temos receita extra e a Cohab é obrigada a fazer o repasse mensalmente ao Fundo de Garantia, caso contrário corre o risco de continuar sempre na condição de inadimplente.
No geral, a inadimplência da Cohab também diminuiu. No início de 2005 na casa dos 70%, quando assumidos, para atualmente, em torno de 32%. Isso graças ao trabalho ético e pautado nas determinações do Sistema Financeiro da Habitação para que não haja nenhuma ilegalidade. O nosso objetivo é reabilitar a Cohab e credenciá-la junto ao Sistema Financeiro da Habitação, evitando, no futuro, causar perdas financeiras à Administração Municipal, sua acionista majoritária.
A retomada de imóveis não é o primeiro passo, como cita o sr. Braz. Pelo contrário, em 2008 a Cohab efetuou mais de 1.900 negociações de dívidas, sem precisar fazer sorteio de prêmios para adimplentes ou inadimplentes. No ano de 2007 foram outras 2.000, sendo que, somados os últimos 4 anos, foram realizadas perto de 10 mil negociações. As reintegrações de moradias só são efetuadas em casos considerados extremos, como por exemplo para mutuários que residem no imóvel, sem pagar, há cerca de 7 a 10 anos.
Portanto, o que estamos fazendo, sr. Braz, é buscar todos os meios para amenizar os problemas da Cohab sem perder, em nenhum momento, a responsabilidade para que possamos agir sempre dentro da legalidade e do que é moral, tanto em respeito aos mutuários quanto à própria companhia e seu corpo de funcionários. Moral e ética, sr. Braz, também significam educação, respeito, sociabilidade e honestidade.
Trata-se de um conjunto de regras que estamos imprimindo junto à Cohab/Bauru para que a empresa recupere seu papel social de construção de moradias , respeitando o direito de cidadania da população mais carente de ter a sua casa própria.
Assessoria de Imprensa/ Edson Bastos Gasparini Junior/ Presidente da Cohab/Bauru