No JC desta quinta (26/02), li que a Câmara Municipal aprovou a extinção da cobrança da taxa acima mencionada, referente aos exercícios de 2005 a 2007. Ora, o que se faz oportuno aos novos vereadores e também ao senhor prefeito é a extinção da abusiva taxa. O governo, na sua opção de “estado mínimo”, deixa de cumprir suas mínimas obrigações para com seus cidadãos, dentre elas, a de aparelhar e melhorar o atendimento dos bombeiros, apesar de sua ganância e voracidade em arrecadar e “extorquir” impostos. Gostaria de fazer dois questionamentos: as cidades da região também cobram dos seus “bobões”, ops, digo cidadãos, a Taxa de Bombeiros? Pergunto por ue a corporação lotada em Bauru, conforme amplamente noticiado quase que cotidianamente, usa seus integrantes, equipamentos e viaturas no socorro a vítimas de acidentes de trânsito em cidades próximas, com também em incêndios e socorros fluviais no rio Tietê, rio Batalha, etc.
Ou seja, nós bauruenses, ricos, pagamos uma taxa que beneficia toda uma região administrativa, composta de várias cidades? Também questiono se por acaso não existe um estudo para a implantação de outras taxas, tais como uma taxa para as polícias visando melhor equipá-las para combater o crime? Ou uma taxa de “melhora do trânsito” (fora as famigeradas autações dos “azulzinhos”)? Ou uma taxa para a “operação tapa-buraco”?
Há que se especular, diante dos problemas atuais, a criação de uma taxa especial, para “seguro contra falta d’água”, visto que como já pagamos o “seguro contra apagão” e aqui na terrinha uma taxa de esgoto (que não é tratado) e uma taxa para construir uma estação de tratamento de esgosto que ainda não saiu do papel, uma(s) taxinha(s) a mais talvez não pese(m) nos nossos bolsos? Como diz aquele jornalista: “Isto é uma vergonha”.
João Vicente de Melo