Em dias de chuva, é comum os motoristas ficarem em dúvida se devem arriscar ou não passar com o carro pelas ruas alagadas. Sem saber ao certo o que fazer nesta situação, muitos condutores se arriscam e a conseqüência são os sérios danos causados em seus veículos.
Pensando nisso, o JC procurou um especialista para dar dicas que não transformam o carro em um barco, mas evitam gastos mecânicos e o risco de ter que abandonar o automóvel quebrado no meio de um alagamento. Segundo o engenheiro mecânico Marcos Camerini, a primeira coisa que o condutor deve entender é que a sua defesa está dentro do próprio veículo: o rádio.
“Quando começa uma chuva forte é importante ligar o rádio para saber se existem ruas alagadas, sobre os melhores caminhos para serem feitos, buscar outras alternativas. O rádio do carro é um forte aliado nesta situação”, afirma.
Outro ponto importante é não enfrentar o alagamento sozinho. “Veja se outros veículos com o mesmo porte do seu estão passando. O ideal é não atravessar um lugar em que a água bata acima da metade das rodas do veículo”, explica Camerini.
Além disso, quando o motorista não souber qual a profundidade da poça d’água, o melhor é procurar outra rota, pois a água pode atingir o escapamento e entrar pelo filtro de ar, danificando os bicos injetores, velas e cilindros.
“O certo seria o motorista descer do carro para verificar a profundidade do alagamento. Ele não deve enfrentar uma situação que desconhece, pois corre o risco de cair dentro de um buraco que está submerso pela água”, revela o especialista. “O ideal é que ao passar por uma área alagada, o veículo empurre uma onda de água. A onda não pode ultrapassar o veículo. Assim, o motorista não corre o risco de entrar água pelo capô e danificar o motor”, acrescenta Camerini.
Prejuízos
O aposentado Edilson Ricardo Dias, 48 anos, conta que, ao tentar passar por uma enchente, o carro foi atingido por uma pedra e uma das rodas caiu em um buraco. O resultado: teve que mandar balancear o veículo. “Apesar de não ter tido danos graves, evito passar pelas ruas alagadas. Cabe à administração municipal resolver o problema da cidade, atitudes simples poderiam melhorar muito a situação”, afirma Dias.
Já o bancário Roberto de Souza, 25 anos, perdeu a placa do veículo ao passar por uma rua alagada. “Nós bauruenses nos acostumamos com as ruas alagadas. Quando vejo que dá para passar, enfrento; quando fico em dúvida, prefiro procurar outro caminho”, revela.
Outra dica importante do especialista é nunca parar o veículo em um lugar alagado. Os sintomas do veículo danificado pela entrada de água são: perda de potência, motor falhando (vibração intensa do automóvel) até a total parada, com risco de não ligar mais e ter que ser guinchado, problemas hidráulicos, entre outros.
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Buracos
Os alagamentos e as enchentes não são os únicos responsáveis por danificar automóveis. Os buracos são considerados grandes problemas para os motoristas. Para enfrentar esse caos diário, a dica é andar em velocidade reduzida e desviar o máximo possível dos buracos. “Quando não der para desviar, entrar no buraco com muito cuidado, sem dar tranco ou bater forte”, explica Marcos Camerini. “Em casos em que há chuva e buraco, a situação piora. A água deixa o buraco submerso e não tem como saber sua profundidade. Com o buraco cheio de água o motorista perde a referência”, finaliza.