Regional

Para DH, impasse estaria resolvido

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto Pedro Burin, diretor da DNP Indústria e Navegação, é categórico em afirmar que a empresa não opera mais na hidrovia Tietê-Paraná, o Departamento Hidroviário (DH) informou no final da tarde de anteontem que a DNP estava com quatro comboios navegando na hidrovia. A empresa não confirma, mas as informações conflitantes reforçam a tese de que a DNP está acertando com outras empresas menores para que façam o transporte das cargas em seu lugar.

O Departamento Hidroviário, do qual tem as atribuições de planejar e implantar a infra-estrutura hidroviária no Estado, efetuar a manutenção do balizamento das rotas de navegação na sua área de competência e monitorar as operações de transporte hidroviário no sistema, informou por meio de Frederico Bussinger, diretor do DH, que na última sexta-feira, um comboio da DNP estava sendo descarregado no Terminal de Pederneiras e há programado o descarregamento de outros dois, um neste domingo e outro amanhã (segunda-feira).

O DH não informou se pretende investigar a fundo o caso. O órgão tem entre suas atribuições a obrigação de fiscalizar o cumprimento das normas operacionais, intermediar conflitos entre usuários e operadores de geração e incentivar a utilização da via como modal de transporte.

Caso a paralisação da DNP seja mesmo confirmada e nenhuma empresa se responsabilize pelo transporte dos produtos, os empresários terão que optar pelo transporte ferroviário ou rodoviário para fazer com os produtos cheguem ao seu destino final.

O motivo da discórdia entre a DNP e o Comando do 8º Distrito Naval é transposição da ponte na SP-191 em Anhembi, região de Botucatu. A DNP alega que a ponte possui um vão de 86 metros de pilar ao outro e que em ambos há a proteção contra impactos. No entanto, especialista afirmam que o problema no local está no arco, que não é como nas demais pontes de tabuleiros retos, o arqueamento existente no local reduz o vão útil da ponte.

Caso o reservatório de Barra Bonita não esteja no seu nível máximo, especialistas afirmam que existe risco de choque, mas caso, o reservatório opere com capacidade máxima, o melhor seria a precaução. No lugar de regras binárias, que valem para todas as pontes, especialistas defendem um estudo em cada ponte que determine se no local é ou não necessário o desmembramento dos comboios.

A prefeita de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), Ivana Maria Bertolini Camarinha (PV), não foi encontrada anteontem para comentar os possíveis prejuízos que a cidade possa sofrer caso mais da metade do movimento na hidrovia deixe de acontecer. Já o prefeito de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru), José Carlos de Mello Teixeira, o Nenê, informou que aparentemente essa interrupção de parte do transporte pela hidrovia não deverá afetar diretamente a cidade. Já Benedito Senafondi Mazotti, prefeito de Bariri (56 quilômetros de Bauru), disse que, mesmo a hidrovia passando pela cidade, o município não possui portos de embarque e desembarque de mercadoria por isso não seria afetado.

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