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Fórmula utilizada para o agendamento é questionada pelo secretário de Saúde

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, afirma que calcular um número absoluto de pessoas que aguardam o atendimento a médico especialista na cidade é difícil. “Os dados são imprecisos, porque é uma lista dinâmica. É feita a solicitação de consulta, mas se passa seis meses, ou a pessoa já se curou, ou procurou resolver de outra forma”, observa.

“Mas temos uma demanda muito grande e uma cobertura muito pequena de consultas especializadas. Atualmente, o grosso do atendimento é feito pelo Hospital Estadual e eles apenas fornecem uma média de 140 consultas por mês em todas as especialidades”, explica.

Outro problema apontado pelo secretário é a comunicação de abertura de vagas feitas na última hora. “A Secretaria Estadual nunca nos informa que existe uma vaga com antecedência. Não temos capacidade de nos mobilizar para conseguir comunicar o paciente”, diz. “Por isso, eu enfatizo que quem presta o serviço não pode controlar a agenda”, afirma.

O secretário também avalia que uma das medidas para diminuir o número de pessoas esperando consultas a especialistas é aumentar a capacidade de solução da rede básica. “Nossa capacidade está bastante abalada. Temos que melhorar isso. É a missão da secretaria”, ressalta. Para isso, ele destaca o trabalho desenvolvido em conjunto com o Departamento Regional de Saúde 6 (DRS-6). “Estamos com uma boa integração com o departamento, tivemos uma receptividade muito grande”, diz.

Entre as ações que a secretaria deve adotar para sanar o problema está o planejamento de todas as necessidades da rede. “Em primeiro lugar vamos rever a regulação municipal e em seguida, a regulação regional em parceria com o DRS”, diz.

E isso deverá repercutir com as unidades que prestam o serviço de atendimento especializado em Bauru. Monti mais uma vez afirmou a possibilidade da própria prefeitura contratar as prestadoras. “Vamos tentar fazer o trabalho com a rede de serviços de saúde. Essa é a nossa primeira abordagem e percebemos a boa vontade do DRS”, afirma. “Mas se não surtir efeito, Bauru poderá reivindicar a verba para contratar o serviço e vamos buscar outros prestadores”, ressalta.

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