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Atrocidades


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Atrocidades contra os animais em nossa cidade estão tomando proporções alarmantes, conforme divulgado ontem pelo Jornal da Cidade. A educação do cidadão quanto ao crime e ao meio ambiente e suas penalidades parece ainda incipiente. Eu mesma já presenciei atos gratuitos de violência contra os animais, sem que nada pudesse fazer: são motoristas que os atropelam propositalmente, são crianças que retiram filhotes recém-nascidos de suas mães antes de que abram os olhos para logo depois abandoná-los já mortos e tem também aquele indivíduo que mantém o animal constantemente preso por cordas ou correntes, debaixo de sol escaldante ou chuva, sem água e comida, ininterruptamente.

Portanto, conclamo este distinto veículo de comunicação a somar esforços junto às ONGs locais que se dedicam à proteção dos animais para que esses crimes não se tornem mais uma modalidade execrável de crueldade diante da qual o cidadão se aliene, assim como acontece em relação aos muitos crimes cometidos cotidianamente em nossa sociedade. Solidarizo-me à leitora e militante Beatriz Schuler quando ela diz: “Acordem autoridades, para honrar os seus tributos! Acorda povo! Primeiro seja justo e reclame para depois reclamar os seus direitos!”

Essa não é apenas uma questão de crime ambiental, mas de saúde pública! São sociopatas soltos que podem muito bem estar espreitando uma criança, um ancião ou qualquer um de nós! Intensificar a mensagem “maltratar animais é crime e dá prisão” deve, neste momento, ser um compromisso de toda a sociedade. Portanto, conclamo os meios de comunicação, as ONGs e a sociedade civil a se unirem em prol da educação de todos em torno do bem-estar e da proteção daqueles que não tem voz.

A autora, Marta Vieira Caputo, é uma leitora indignada

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