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Desemprego nos EUA é o maior em 25 anos

Folhapress
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Nova-York - Dados divulgados pelo governo dos EUA ontem confirmaram as expectativas mais pessimistas para a taxa de desemprego do país, que cresceu 0,5 ponto percentual em fevereiro e chegou a 8,1%, a maior desde dezembro de 1983. Mais de 651 mil vagas foram eliminadas no último mês, levando o número de cortes desde o início da crise a 4,4 milhões - 2,6 milhões só nos últimos quatro meses. No total, a quantidade de pessoas que não encontram trabalho cresceu em 5 milhões no país nos últimos 12 meses, e a taxa de desemprego pulou 3,3 pontos percentuais desde dezembro de 2007, quando a recessão começou oficialmente. O número oficial de desempregados é hoje de 12,5 milhões.

A deterioração do mercado de trabalho é consistente com a retração da economia. O PIB dos EUA caiu 6,2% no último trimestre de 2008. Ainda assim, “no final do ano passado, ninguém esperava que o declínio do emprego fosse ser tão grande e tão rápido”, afirmou à reportagem Ken Goldstein, especialista em mercado de trabalho do renomado instituto Conference Board. “Sei que vamos continuar a perder empregos por um bom tempo, mas espero que não no mesmo ritmo que vimos de novembro para cá.”

Dependendo do enfoque, o cenário fica pior. Não estão computados como desempregados os que hoje trabalham só meio período porque não conseguiram emprego de período integral, que aumentaram em 787 mil em fevereiro, para chegar a 8,6 milhões de pessoas.

Também não estão incluídos na conta os que estão sem trabalho, mas não procuraram emprego nas quatro semanas anteriores à pesquisa. Em fevereiro, havia cerca de 2,1 milhões de pessoas nessa situação, 731 mil das quais desistiram de tentar um posto por crer que não há lugares disponíveis.Se fossem consideradas essas duas categorias no dado oficial, a taxa de desemprego chegaria a 14,8% no país.

Governo confia em pacote

O governo recebeu as notícias da queda dramática dos níveis de emprego no país demonstrando confiança em que a recuperação será possível com a lei de estímulo econômico de US$ 787 bilhões.

O presidente Barack Obama falou sobre o desemprego em Columbus, Ohio, onde participou da formatura de 25 policiais cujos salários serão pagos com a ajuda dos dólares federais. “Aos que ainda duvidam da sabedoria da lei”, afirmou, “peço que (...) venham a Ohio e conheçam os 25 homens e mulheres que em breve estarão protegendo as ruas porque aprovamos esse plano”.

Ações da GM caíram muito

As ações da General Motors caíram mais ontem, em um dia em que fontes afirmaram ao Wall Street Journal que os executivos da companhia estariam mais abertos a um pedido de concordata. Em resposta, a GM afirmou que não mudou sua posição sobre o assunto e que ainda acredita que sua reestruturação vai funcionar. As ações da GM recuaram 22,04%, para US$ 1,45 na Bolsa de Nova York. Mas antes, o papel chegou a cair para US$ 1,27, nível que não era atingido desde 1933.

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