Internacional

Raul Castro nomeia três militares para cargos na cúpula do poder


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Havana - Na maior dança das cadeiras do governo cubano em décadas, o general Raúl Castro, além de enviar ao ostracismo dois dirigentes da “ala jovem’’ do Partido Comunista, trouxe para o cúpula do poder mais três militares, dois deles generais, mostrando que as Forças Armadas, já centrais na organização econômica da ilha, avançam para ocupar mais espaço político.

O movimento dividiu observadores e analistas. Há os que pensam que Raúl traz para os altos cargos quadros de confiança necessários para enfrentar a crise econômica, reformas a conta-gotas para evitar brechas na ditadura de partido único e eventual nova relação com Washington. Circunstancialmente, eles são militares.

Mas há quem veja, em especial entre os que gravitam no exílio anticastrista nos EUA, uma crescente militarização, cuja ofensiva culminaria no congresso do PC, previsto para o fim do ano. Dizem que Raúl enfatiza a corrupção e a indisciplina como causas da crise cubana, quando as soluções exigiriam mudanças profundas. Temem aumento da repressão.

Do grupo, que incluiria também o único filho homem de Raúl, o coronel Alejandro Castro Espín, 43 anos, que trabalha agora como assistente do pai, viriam os novos candidatos à sucessão, após a saída de cena do “ex-premiê’’ Carlos Lage, 57 anos, e do ex-chanceler Felipe Pérez Roque, 43 anos. Alejandro apareceu na imprensa local ao lançar no mês passado “O Império do Terror”, sobre os EUA.

Na segunda, Raúl ordenou que o general José Amado Guerra, então secretário do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (FAR), tomasse o lugar de Lage na secretaria do Conselho de Ministros. O general Salvador Pardo Cruz, da indústria de armamentos, foi para o comando da Siderurgia. O ex-coronel Marino Murillo, que coordenou a liberalização do consumo de DVDs e celulares sob Raúl, foi para a Economia.

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