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USP passa a ser administrada por coordenador

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A Universidade de São Paulo (USP) mudou o sistema de administração de seus câmpus. As prefeituras das unidades foram substituídas por coordenadorias. De acordo com o divulgado pela assessoria de comunicação da universidade, o objetivo da mudança é dar maior autonomia a cada uma das unidades. O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) está apreensivo com a nova postura.

A decisão foi tomada no dia 16 dezembro pelo Conselho Universitário (CO). Foi aprovada a substituição das prefeituras por coordenadorias nos câmpus de Bauru, Ribeirão Preto, São Carlos, Piracicaba, Pirassununga e São Paulo na Cidade Universitária. O objetivo da medida é dar maior agilidade e eficiência às atividades da USP e maior autonomia de decisão às unidades de ensino e pesquisa.

A edição do último dia 10 do Diário Oficial do Estado trouxe a extinção das prefeituras das unidades e a nomeação dos coordenadores. Em Bauru, o então prefeito do câmpus, José Roberto de Magalhães Bastos, foi substituído pelo professor e ex-suplente de prefeito, Ruy César Camargo Abdo, que assume temporariamente o cargo de coordenador.

Os 119 funcionários da extinta Prefeitura do Câmpus foram comunicados da mudança administrativa, numa reunião realizada ontem. Abdo, que é professor titular de odontopediatria da universidade, avalia, em material divulgado à imprensa pela assessoria de comunicação da USP-Bauru, que está tranqüilo para fazer a transição entre os modelos administrativos. “Creio que essa mudança será tranqüila e vamos agora verificar o que houve de mudança, atribuições e formação do Conselho Gestor do Câmpus de Bauru em substituição ao Conselho do Campus de Bauru”, diz.

Já Elaine do Amaral Godói, diretora do Sintusp de Bauru, afirma que a categoria ainda não analisou a mudança. Porém, ela destaca que os funcionários estão apreensivos. “Ainda não nos reunimos para ver a nossa posição. A decisão nos pegou de surpresa e questionamos se há relação com uma futura possível terceirização de funcionários de serviços básicos”, pondera. Atualmente a unidade de Bauru da USP mantém um quadro com cerca de mil trabalhadores. Aproximadamente metade atua no Centrinho.

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