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Ações judiciais viram problema

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Ao longo dos anos, muitos mutuários entraram com ações na Justiça questionando os pagamentos das prestações e o saldo devedor. Ontem, para firmar acordos de renegociação de dívidas, a Cohab exigia dos mutuários que procuraram o atendimento a retirada dessas ações. A companhia também retiraria as ações que estivessem movendo contra os moradores.

Alguns desses mutuários teriam procurado os seus representantes legais e solicitaram a retirada de seus nomes dessas ações judiciais. Porém, a informação que chegou ao representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru que acompanhou o mutirão de ontem, Cícero Scarpelli, é que esses representantes teriam cobrado uma taxa que em alguns casos chegou a R$ 800,00 para efetuar essa retirada.

Para Rosimeire Leme de Araújo, essa exigência da Cohab é uma manobra para enfraquecer os mutuários. “É uma exigência que pode facilitar a retomada das casas pela Justiça. Hoje, mais de 80% do núcleo está com problemas para pagar. É uma população muito grande, que teria força se buscasse se unir”, diz.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB vai se reunir na noite da terça-feira para averiguar o caso e decidir o que será feito. “Não acho justo essa cobrança para retirar a ação. Os mutuários já estão com problemas de inadimplência. Como vão pagar esse valor?”, questiona Rosimeire.

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