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Desemprego abala confiança do consumidor


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Brasília - O consumidor brasileiro tomou consciência da fragilidade do emprego diante da crise mundial, mas continua confiante em uma recuperação ainda em 2009, segundo pesquisa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

O INC (Índice Nacional de Confiança) caiu 13 pontos entre janeiro e fevereiro, de 142 pontos para 129 pontos. Em fevereiro do ano passado, o INC estava em 137 pontos, oito pontos acima. A pesquisa ACSP/Ipsos faz mil entrevistas domiciliares por mês, em nove regiões metropolitanas e 70 cidades do interior brasileiro.

“Nos próximos seis meses, a média das regiões ainda mostra otimismo do consumidor em relação ao futuro da sua região, com 42% que acreditam que a economia estará mais forte, contra apenas 14% que acham que estará pior”, diz o estudo.

Com relação à situação financeira pessoal, 58% dos consumidores acreditam que a vida vai melhorar nos próximos seis meses, contra apenas 6% que vai ficar pior.

“O consumidor brasileiro tomou consciência da vulnerabilidade do emprego diante da crise mundial, que já afeta o Brasil. E tornou-se mais cauteloso com as compras pagando seus empréstimos em prazos menores”, informa a associação comercial.

Os dados da pesquisa apontam que a segurança no emprego piorou, caindo de 38% em janeiro para 32% dos entrevistados em fevereiro. Enquanto os que estão menos confiantes subiram de 32% em janeiro para 36% fevereiro.

Em relação à intenção de compras, o levantamento mostra que o ânimo do consumidor se alterou em relação a janeiro. Em fevereiro, 35% dos entrevistados continuavam à vontade para comprar eletrodomésticos (geladeiras, fogões, televisores e móveis), contra 40% que se sentem menos à vontade.

Regiões

A região Nordeste tem, mais uma vez, os consumidores menos otimistas do país, com 115 pontos, contra 128 pontos em janeiro. “Provavelmente (o resultado ocorre) em função da perda de poder de compra do salário mínimo, mas espera-se recuperação para março com o recebimento do reajuste”, informou a ACSP.

Na outra ponta, a região Sul têm os consumidores mais otimistas, com 136 pontos, seguida pela Sudeste, com 135 pontos, e a Norte e Centro-Oeste, também com 135.

Conforme a associação comercial, “a classe C (média emergente) é a mais otimista com 137 pontos, enquanto as classes AB têm 121 pontos e a D e E, 123 pontos”.

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