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Equipe do BNDES discute crise em Jaú

Da Redação
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Jaú - A Frente Parlamentar (FP) do Setor Coureiro-Calçadista e Moveleiro enviou um ofício ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrando providências em defesa das empresas nacionais. Eles alegam que o protecionismo do governo argentino estaria prejudicando o livre comércio e, conseqüentemente, as exportações brasileiras. Uma equipe do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estará em Jaú (47 quilômetros de bauru), dentro de alguns dias, para dialogar com o setor calçadista e os agentes financeiros.

No ofício encaminhado ao presidente, os parlamentares alegam que o desempenho das exportações brasileiras à Argentina caiu 51% em relação ao mesmo período de 2008, atingindo U$$ 641 milhões. Segundo os deputados, o País vizinho, por meio de licenças não-automáticas de importação, estaria limitando a entrada de mais de 800 produtos no País, como calçados e confecções.

O vice-presidente da Frente Parlamentar, deputado federal José Paulo Tóffano (PV), acredita que são necessárias medidas mais enérgicas por parte do governo no sentido de combater o protecionismo. “O ideal seria o fim das barreiras protecionistas. Como isso, nesse momento, não acontece no país vizinho, seria importante que o Brasil tomasse uma atitude o mais rápido possível. O setor calçadista não pode mais ser prejudicado”, comenta Tóffano.

Buscando o fortalecimento das indústrias de Jaú e região, Tóffano esteve com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em reunião realizada na última sexta-feira. Segundo a assessoria de comunicação do parlamentar, ficou definido que dentro de 20 dias, uma equipe do BNDES estará em Jaú para dialogar com o setor calçadista e os agentes financeiros. O objetivo é facilitar o acesso do empresariado local às linhas de financiamento disponibilizadas pelo banco.

“Neste momento, o país precisa de empregos. Nós mostramos para o BNDES que é fundamental criar essa rede com um setor da indústria que emprega bastante, como o calçadista. Com pouco investimento, ele gera muita mão-de-obra”, explica o deputado.

Por meio de sindicatos, federações e órgãos responsáveis, o setor será chamado a participar dos encontros com a equipe do BNDES. Tóffano acredita que, com essa vinda da equipe, as linhas de financiamento para Jaú e região devem começar a acontecer de fato.

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