Um cruzeiro até a Antártica deve ser encarado como uma expedição. Embora o navio tenha um programa day-by-day, deve-se sempre levar em conta que estamos numa das regiões onde o clima costuma dar surpresas, umas boas e outras nem tanto. As visitas ou paradas podem ser suspensas por clima ruim, pesadas nevascas ou ventos que não permitem que os botes zodiac naveguem em forma segura.
Mas o pessoal de bordo sempre tem uma carta na manga, outra opção de passeio ou desembarco interessante e sem riscos desnecessários. Se há uma coisa que esta viagem possui é uma forte e constante preocupação de seu staff pela segurança tanto dos passageiros quanto do meio ambiente Não se permite o uso de sapatos em praticamente nenhum desembarco. Os expedicionários usam botas de borracha, as quais são desinfetadas exteriormente tanto na saída quanto na chegada ao navio.
Fumar? Só em certos lugares do barco e nem pense em jogar a bituca no mar. Antes de cada desembarco, aproveite para ir ao banheiro, já que um singelo xixizinho na Antártica está absolutamente proibido.
Não leve souvenires da natureza, como pedras, areia, conchas nem nada que seja próprio do lugar. O argumento é que se cada visitante leva uma simples pedrinha, no final serão acima de 1.500 pedrinhas retiradas a cada temporada. E sabe que material usam os pingüins para fazer seu ninhos? Acertou, pedras… Então, a recomendação é que as lembranças da viagem sejam, essencialmente, fotografias e vídeos, ou souvenires vendidos nas bases ou na boutique do navio.
Claro que o planeta agradece se descobre algum lixo deixado por humanos e o carrega ao barco, como tubinhos de filme, sacos plásticos, papeis de bala, chicletes, enfim, tudo o feio que nossa (in)civilização costuma jogar no chão. Nem pense em escrever seu nome sobre rocha alguma.
Recomenda-se não fazer barulhos que perturbem a paz dos animais e nem dar de comer, tocar, manejar, ficar perto demais nem fazer nada que possa modificar seu comportamento.
Tenha cuidado ao pisar nas rochas, verifique se não há algum tipo de vegetação nela, como líquen ou musgo. Eles são sinais de que a vida vegetal está lutando para crescer ali. Em poucas palavras, o expedicionário deve entrar e sair da Antártica carregado só de bons momentos, e estes, com certeza ocuparão um grande espaço no seu coração.