Nacional

Emprego cresce após 3 meses de queda

Por Folhapress | Eduardo Cucolo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A economia brasileira registrou a criação de 9.179 vagas com carteira assinada em fevereiro, após três meses de resultados negativos devido à crise econômica. O número representa a diferença entre contratações e demissões no período.

O número ficou abaixo do mencionado pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho), que apontou criação de cerca de 20 mil postos no mês passado. “Será próximo disso (20 mil vagas). Não mais de 20 mil”, disse Lupi, acrescentando que o resultado do emprego formal na indústria continuaria negativo.

Apesar da recuperação, esse é o pior resultado para meses de fevereiro desde 1999, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem. Naquela época, foram fechados 78 mil pontos de trabalho. Em fevereiro de 2008, por outro lado, ano que prometia ser o melhor em termos de vagas abertas, foram criados 204.963 postos com carteira assinada.

Entre novembro e janeiro, foram fechadas quase 800 mil vagas com carteira assinada. Em dezembro, pior mês da crise no emprego, o governo registrou o pior resultado da série histórica do Ministério do Trabalho, quando foram fechados 654.946 postos de trabalho. Somente em janeiro deste ano, foram fechadas 101 mil vagas.

Mesmo com os efeitos da crise, Lupi vem mantendo a projeção de geração de 1,5 milhão de postos formais neste ano (em 2008, foi de 1,452 milhão).

O saldo positivo na criação de empregos formais no País e o ligeiro aumento no consumo de energia foram suficientes para que o presidente Lula retomasse o discurso otimista a respeito da economia brasileira. Em entrevista concedida ontem no Rio, o presidente se disse “satisfeito” com os últimos dados divulgados. “Estou otimista porque continuo acreditando que o Brasil, que foi o último país a sofrer com a crise, será o primeiro a sair da crise”, disse o presidente.

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