Internacional

Israelenses revelam abusos em Gaza

Folhapress
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Tel-Aviv - Soldados israelenses que participaram da recente ofensiva de 22 dias na faixa de Gaza relataram execuções de civis desarmados e atos sistemáticos de vandalismo contra casas de palestinos.

As narrativas, de formandos na Academia Militar de Oranim, vieram a público ontem, pelo jornais israelenses “Haaretz” e “Maariv”. Mais tarde, o Exército abriu investigação para apurar violações no confronto, que matou mais de 1.400 palestinos e 13 israelenses.

As revelações foram feitas pelos soldados em 13 de fevereiro e chocaram o diretor da escola, Danny Zamir. Ele relatou o episódio aos superiores, que solicitaram uma transcrição do que fora dito. O “Haaretz” promete publicar mais detalhes do documento hoje.

Os textos divulgados ontem apontam que alguns envolvidos nas ações tiveram questionamentos éticos ao receberem ordens como derrubar a porta de entrada de uma residência e revistá-la cômodo a cômodo, disparando indiscriminadamente em quem estivesse lá dentro.

Mas revelam que houve reclamações quando foi revogada a ordem de atirar nos moradores sem alertas prévios. “Devemos matar todo mundo (no centro de Gaza). São todos terroristas”, disse um militar, segundo o “Haaretz”.

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