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Esquina com a rua Rio Branco é um dos piores pontos da via

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A esquina da avenida Rodrigues Alves com a rua Rio Branco é considerada um dos piores pontos da via que completou 90 anos. As ondulações são tão grandes por conta do escoamento do asfalto que transformou uma loja naquele trecho numa espécie de pronto-socorro. Segundo o gerente Jeferson Marques, os funcionários não passam sequer um dia sem acudir alguma vítima de acidente.

“E é todo tipo de pessoa. Tivemos que chamar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para um senhor de muletas. Outro dia caiu um homem com uma criança no colo”, comenta. A cobradora Eufrosina Henrique, por exemplo, que também depende de muletas, caiu na esquina com a Gustavo Maciel. “Tinha um caroço bem em frente ao ponto de ônibus. Com a queda, cheguei a quebrar minha muleta. Não dá mais nem para andar na faixa”, diz ela, cética em relação à recuperação da avenida.

Eufrosina foi ao solo justamente no pior trecho da avenida, entre a Gustavo Maciel (quadra 9) e a Virgílio Malta (quadra 6), embora seja crítico todo o trajeto das quadras 1 a 13, ou seja, entre as avenidas Pedro de Toledo e Nações Unidas. Historicamente, o sentido Vila Falcão-Centro é melhor que o contrário - Jardim Redentor-Centro. Para quem vem do Horto Florestal, a situação complica já a partir da quadra 13.

Por lá estão pelo chão os remendos e as ondulações que pioram na seqüência e chegam ao ápice na quadra 9 (a partir da Gustavo Maciel). Na 7, a situação melhora, embora os recortes estejam por todo lado e a condição se agrave nos cruzamentos. No sentido contrário, as quadras em frente à Câmara Municipal e a Igreja Universal chamam atenção por estarem em bom estado. A quadra 7 também está boa, mas a via volta a piorar na 9, onde a pensionista Deize Cardoso do Carmo atravessava esta semana.

“Dá medo. É complicado para qualquer idade. Antigamente, essa avenida era bonita. Não era assim. Hoje dá vergonha de falar que moro em Bauru, antes não”, conclui.

Uma antiga justificativa para a precária situação da avenida Rodrigues Alves e das ruas de Bauru, devoradas por buracos, é a validade do asfalto. Quase 80% dele está vencido, segundo o JC divulgou há dois anos. Na época, de acordo com estimativas da Secretaria de Obras, das 10.820 quadras pavimentadas existentes, pelo menos em 8.400 o pavimento já havia ultrapassado os 15 anos de vida útil.

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Acessibilidade

Na próxima semana, a Secretaria de Obras inicia a instalação de rampas de acessibilidade na região central da cidade, informa o titular da pasta, Eliseu Areco Neto. Conforme a reportagem publicou, antes de tomar posse, no final do ano passado, Rodrigo Agostinho, junto com seu antecessor, Tuga Angerami, participou de uma reunião com o promotor público Gustavo Zorzella Vaz para discutir a questão e prazos para implementá-las. Depois disso, o atual prefeito esteve no Ministério Público por mais duas vezes, acompanhado por secretários. Cumprirá os prazos estabelecidos.

Com as obras, a administração municipal não apenas facilita o transporte, como evita a aplicação de multa diária equivalente a 40 salários mínimos, já imposta em ação transitada em julgado.

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