Em jogo nervoso, com direito a arbitragem confusa e sufoco no final, o GRSA/Itabom venceu o Cetaf, do Espírito Santo, em apertados 77 a 74, ontem à noite, no ginásio da Luso, e cumpriu a meta de encerrar o primeiro turno do Novo Basquete Brasil (NBB) entre os oito melhores classificados, condição que levaria o time aos playoffs.
Tenso desde o início, quando os visitantes chegaram a abrir sete pontos – venceram os dois primeiros quartos – o jogo, pelo lado bauruense, teve mais uma vez como destaque o armador Larry Taylor, com 19 pontos e seis rebotes. Ele dividiu a condição de cestinha com o pivô capixaba Manuil.
No primeiro quarto, apesar do Cetaf tomar a frente, o GRSA/Itabom mantém o equilíbrio e não deixa a diferença alargar. No entanto, erros comprometem a igualdade no marcador. Nervosa, a representação de Bauru, já no segundo quarto, chega a expirar os 24 segundos de posse de bola. Com dois arremessos de três, o Cetaf aumenta a vantagem, e encerra a primeira metade sete pontos à frente: 36 a 43.
Logo no início do segundo tempo, o GRSA/Itabom mostra que veio disposto a reverter o quadro, com uma defesa bem estruturada, que, desta vez, faz com que os visitantes expirem os 24 segundos, em duas vezes. Com belas jogadas de Larry, enterradas de Alex e bolas de três com Alex, Filé e Ricardo, Bauru toma a frente e inflama a sempre presente torcida na Luso.
Além da reação bauruense, o segundo tempo também é marcado por postura confusa da arbitragem, o que gera paralisações. Em meio a uma pequena confusão, até os responsáveis pela marcação no placar eletrônico se confundem, ao acrescentar e tirar pontos, para ambos os lados. Ao final do terceiro quarto, o GRSA/Itabom consegue certa tranqüilidade, com nove pontos a frente: 64 a 55.
Um erro de ataque bauruense, seguido de vacilo na defesa, era o prenúncio de que o último período seria de tirar o fôlego. Dito e feito. O Cetaf aproveita bolas perdidas pelo time da casa para iniciar uma reação, nos cinco minutos finais. Mesmo com o sufoco, o cronômetro zera a favor do GRSA/Itabom, com apenas três pontos de vantagem. “Esse final pode fazer falta no segundo turno, na diferença de placar (average)”, aponta o técnico bauruense, Guerrinha. “Tivemos dez pontos (de vantagem) e não soubemos terminar assim. Erros individuais colocaram em risco uma vitória construída de forma sólida, com defesa, diante de um time que jogou bem. Fica o lado positivo de ter jogado bem e recuperado na defesa.”