Tribuna do Leitor

Mulher... nota... dez!


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Esperamos um ano inteiro para o início do carnaval, torcemos para as escolas preferidas, com seus enredos, com suas baterias que não deixam ninguém parado. Com a participação ativa as mulheres, quase nuas, com fantasias espetaculares e aqueles sorrisos estonteantes, formando assim o espetáculo mais famoso do Brasil.

Como diria Claudinha Leite em uma de suas canções: “Paz, Carnaval, Futebol: não mata, não engorda, não faz Mal”.

As mulheres têm uma participação enérgica no carnaval e no futebol, temos como ícones: a jogadora de futebol. Marta! Três vezes a melhor do Mundo e as rainhas de baterias, com seus corpos esculturais guiam o desfile a perfeição. E ainda não podemos nos esquecer da dupla campeã do carnaval 2009 - Mocidade e Salgueiro - São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, cuja presidência de cada escola é regida por mulheres, igualando-se a uma orquestra afinada para um duelo.

Nos desfiles das escolas de samba, encontraremos várias “mulheronas”, mas grandes mulheres, essas são raras, essas mesmas que com o seu toque de mãe conseguem nota dez no quesito enredo e harmonia. Dançam a sua música, no seu ritmo.

Mas como tudo não são flores, transformam o belo em sexual. Mimetizam as mulheres em propagandas, como se a valorização da cerveja de desse a partir das delicadas senhoritas, postas á venda em uma geladeira. A cerveja representada pela mulher, pronta para ser consumida: não reclama, não “enche o saco”, passam a ser uma mera companhia. Hoje em dia comemora-se o dia internacional da mulher no dia 8 de Março, data do incêndio da fábrica de tecidos nos EUA em que trabalhavam centenas de mulheres.

Se compararmos esses dois opostos da mesma linha, vamos notar: todas as mulheres conquistaram seus postos, ficando ou não em propagandas, mas o ministério da cultura adverte: exposição demais causa dano a imagem.

Nícolas Meireles de Sousa - estudante

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