Após sete meses de apuração, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru conseguiu prender dois acusados de terem provocado a morte do empresário Achilles dos Reis, 77 anos, no distrito de Tibiriçá, em agosto do ano passado. Preliminarmente, os primos Almir Rogério Romano, 26 anos, e Adriano Aparecido Nakaia, 32 anos, o “Timbinha”, responderão por homicídio culposo, já que argumentam que não tinham intenção de matar a vítima.
De acordo com o delegado Milton Bassoto Júnior, titular da DIG, Romano alegou que era funcionário de Achilles, mas havia sido despedido e teria procurado o empresário, em 23 de agosto, para cobrar-lhe valores devidos pela rescisão contratual. Junto com Nakaia, ele teria abordado o empresário na entrada de seu haras, cujo acesso fica na estrada vicinal Artur Sartori, entre Tibiriçá e a rodovia Marechal Rondon.
Ainda segundo a versão dos acusados, eles teriam entrado na caminhonete Hilux que Achilles dirigia e iniciado uma discussão sobre o pagamento da dívida trabalhista. No calor dos ânimos, a caminhonete teria perdido o controle, avançado sobre um barranco e capotado, causando a morte do empresário por trauma craniano e contusão toráxica.
“A suspeita é de que o Almir estava dirigindo o veículo e o Achilles havia sido obrigado a ficar no banco do passageiro, e que todos não usavam cinto de segurança. Imaginamos que o Almir, por estar no volante, foi o único a não se ferir no acidente. Mas vamos trabalhar para apurar a verdade”, comenta o delegado.
Na época do acidente, Romano foi considerado suspeito porque havia sido demitido por já ter discutido com o empresário. Na ocasião, o ex-funcionário chegou a ser interrogado, mas como não havia prova substancial que o incriminasse, foi liberado.
Com o avanço das investigações, no entanto, novos indícios surgiram. “Através do trabalho de investigação, descobrimos, por exemplo, que ele estava próximo ao local dos fatos quando tudo aconteceu e não em Agudos, como ele havia alegado inicialmente”, revela Bassoto Júnior.
Outra evidência que fez com que as suspeitas recaíssem sobre Romano foi a camiseta branca com manchas de sangue, localizada pela polícia próximo à caminhonete, que foi reconhecida por pessoas próximas ao acusado como sendo dele. Preso na manhã de ontem, Romano confessou que estava dentro da Hilux no momento do acidente, e revelou a identidade do primo, que o acompanhava na tentativa de cobrar Achilles.