Falta de ar, nariz entupido, dor de cabeça, voz anasalada. Basta uma mudança mais brusca da temperatura e Viviane Pelegrina passa por tudo isso ao mesmo tempo. “É uma sensação horrível”, relata a dona de casa, que tem rinite alérgica.
Com a chegada do outono, a tendência é que as noites, madrugadas e manhãs fiquem mais frias e os dias continuem quentes. No inverno, a situação piora um pouco mais para quem sofre com essas variações. Além de madrugadas frias e dias quentes (no ano passado, a temperatura chegou a 31,4 graus em pleno inverno), tem o ar seco, que também prejudica a respiração.
Na primavera, um ingrediente a mais se junta a todos esses. Além do frio, calor e ar seco, tem também a polinização do ar, ou seja, na estação das flores, o ar fica carregado de pólen e essas partículas irritam mais a narina de quem é alérgico à poeira.
Para passar por tudo isso com o mínimo de desconforto possível, Viviane tem de ter em casa pelo menos dois tipos de medicamentos: uma espécie de soro para ser aplicado nas narinas de quatro em quatro horas e um xarope antialérgico, tomado de 12 em 12 horas. No entanto, nenhum dos dois pode ser usados diariamente por causa dos efeitos colaterais. O soro causa dependência e o xarope, sonolência.
Por isso, Viviane procura se cercar de todos os cuidados para diminuir os riscos de uma crise alérgica. “Procuro não ter bicho de pelúcia, não deixo acumular pó nos móveis, limpo o guarda-roupa com regularidade, seja com água e vinagre ou com antimofo, e procuro deixar a casa sempre arejada”, conta.
Tomando esses cuidados, pelo menos em casa, ela está livre das crises, mas o problema é quando ela vai para a rua. “Dependendo do lugar que vou, se tiver mofo, umidade ou poeira, meu olho começa a lacrimejar e o nariz começa a coçar”, relata. A exemplo dos milhões de pessoas que têm problemas respiratórios, Viviane sabe que os incômodos provocados pela variação brusca de temperatura e com o ar seco devem ficar mais freqüentes nos próximos dias e meses.