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Lula defende a volta de ‘um Estado forte’

Folhapress
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Viña del Mar - Em dois discursos na 6.ª Cúpula de Líderes Progressistas, realizada ontem em Viña del Mar (Chile), o presidente Lula defendeu a volta de “um Estado forte” e disse que “o mundo está pagando o preço do fracasso de uma aventura irresponsável daqueles que transformaram a economia mundial em um gigantesco cassino”.

“As respostas à crise têm de ser eminentemente políticas. (...) Faliu não só um modelo econômico. Entrou em crise a idéia de que a política era uma atividade menor. Os políticos, supostamente, estavam obrigados a seguir um roteiro que não havia sido escrito pela sociedade”, afirmou o brasileiro.

Ele disse que a “América Latina vive uma vigorosa onda de democracia popular” e, numa defesa indireta de processos classificados como “populistas” ou “esquerdizantes” na Venezuela, na Bolívia e no Equador, por exemplo, disse que “muitos desses países precisaram ser praticamente refundados do ponto de vista institucional, mediante a aprovação de novas Constituições”.

Lula voltou a advertir os países ricos, principais responsáveis pela crise: “A globalização não admite respostas isoladas. Não podemos permitir que um nacionalismo estreito ressurja das cinzas de um neoliberalismo falido”.

E mandou um recado para o G20, que se reúne na próxima quinta em Londres: além de um “projeto progressista” dos organismos multilaterais, deve-se discutir também o impacto da crise na demanda por petróleo e por commodities.

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