Tribuna do Leitor

Trânsito, a impunidade do mais forte


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No trânsito, na nossa realidade, algumas pessoas têm mais direitos do que outras. O filho do prefeito, o deputado, a mulher do governador, o policial e muitas outras pessoas acham que não precisam respeitar as regras porque são exceções às regras. Assim, reforça-se o desrespeito às regras, que depois se generaliza: se essas pessoas podem, por que eu, cidadão comum, também não posso? Em outros países, o processo é totalmente inverso ao nosso. Na Holanda, um policial multou o príncipe Holandês e por isso foi condecorado. Quem vai ser condecorado no Brasil por multar o presidente da República? No Brasil, quem é o mais forte tem mais direitos, mas não deveria ter. Isso porque não há punição e nem fiscalização.

Você pode atropelar e até matar alguém com o carro, e fica impune. No julgamento, são aceitos diversos argumentos de defesa: você não quis matar propositalmente, è réu primário etc. Se houvesse uma fiscalização mais séria no trânsito, diminuiria sem dúvida o índice de acidentes. No Japão, eles conseguiram procedendo dessa maneira: multas altas e fiscalização para todo lado.

Se você tem que pagar tanto porque o seu carro está mal estacionado, dentro de uma semana ninguém mais vai estacionar mal. Aí acaba ficando caro e o pessoal vai começar a pensar antes de levar multa. É importante assegurar que o brasileiro coloque na cabeça que as leis de trânsito não são imposições autoritárias. Elas possuem uma vigência internacional e foram imaginadas para dar segurança a todos aqueles que participam do trânsito.

Sebastião Laerte Fabro de Camargo - “Tião Camargo” - Detran 18.164/SSP/SP

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