A vida em sociedade é quase tão antiga quanto a própria existência do ser humano, e ambos ao longo da história se entrelaçaram. Atualmente, para o estudo do homem, necessário é também conhecer o meio social no qual ele está imerso. Com o passar do tempo, as relações sociológicas foram se modificando e tornaram-se mais complexas, mas no entanto, não se evitou um paradoxo: na globalização, termo muito usado, porém incondizente, pessoas têm se afastado uma das outras, relacionando-se com frivolidade e indiferença, acinzentando os dias mais ensolarados.
Em tempos de crise, países tradicionalmente ricos, afetados pelo medo do desemprego, da recessão e da pobreza, têm adotado políticas anti-imigratórias, tendendo para uma direitização, como é caso de alguns integrantes da União Européia, como Itália, do populista Berlusconi. Difícil é saber se as atitudes xenofóbicas que partem do povo e influenciam os governos, ou se são as medidas governamentais que estimulam o ódio ao diferente.
Conseqüentemente, a discriminação tem sido semeada entre nações, arrochando em atos violentos e xenofóbicos, principalmente em regiões desenvolvidas, que na maioria tiveram sua riqueza usurpada de países que agora repelem.
Fato é que a semente infértil da xenofobia não deveria ter espaço em uma realidade moderna, e sim deveria haver uma assimilaçao de valores culturais no sentido de aprendizagem, no intuito de fazer o mundo um lugar mais justo, mais terno e aconchegante para o confuso espírito humano.
Guilherme Bollini Polycarpo