Bauru carece de espetáculos que ofereçam cultura e entretenimento e os pouco locais que temos, como o Teatro Municipal, que tem trazido alguns espetáculos, embora poucos bons. Por lá, temos a galeria Angelina Massemberg, que nada tem trazido de relevância. Vou falar mais da galeria porque a pintura é minha paixão. Nos últimos anos só tivemos uma exposição muito boa, no ano passado, do pintor Marcelo Tanaka, que deu um show, não só com seus quadros, mas demonstrou que há sim a iniciativa dos empresários querendo investir na cultura.
Infelizmente parou por aí. Achei que tudo ali tivesse sido uma iniciativa da Secretaria da Cultura de Bauru, mas não, pois juntamente com os quadros do Tanaka estavam expostos um grande número de empresários que participaram do evento, porque o que é bom custa. Foi algo inovador.
Com o devido respeito a todos que têm exposto nesta galeria, falta-lhes estudos, falta-lhes amadurecerem os trabalhos, falta-lhes currículos. Avaliar ou interpretar a arte deles, não é minha proposta aqui, até porque não sou especialista, mas consigo diferenciar. Entendo que a galeria não está tendo o cuidado e respeito com o artista que ainda não está com um trabalho preparado para tal exposição e isto também acaba subestimando a inteligência de todos nós, freqüentadores deste espaço.
Acho que assim galeria fica muito prejudicada e embora seja um espaço público, tem sim que selecionar melhor. Nesta linha, os eventos promovidos pela galeria ficam fadados ao fracasso. Bauru vai empobrecendo no que tange aos locais que possam trazer arte que valeria a pena sair de casa para admirar e prestigiar. Promover salões, a exemplo cito Jaú, entendo que seria uma boa pedida para estimular talentos que realmente querem investir em sua arte e, assim, passariam por seleções e avaliações.
Aproveito esta oportunidade para perguntar que se há reciprocidade do empresário, porque o poder público não trabalha nesta questão?
E não me digam que é falta de “material humano”, pois sempre vou às peças do teatro municipal e os ingressos são vendidos em uma sala em que vi 6 funcionários, cada um em uma mesa assim fazendo: na recepção uma estava no telefone e, pelo que ouvi, era assunto particular dela. Tive que esperar término da conversa para ser atendia, outro andava de um lado para o outro e nada fazia, uma outra comia uns salgados e lia o Jornal da Cidade, a outra fazia uns trabalhos manuais, até bem bonitinho, outro estava no computador, acho que poderia estar fazendo algum trabalho pertinente, outra gritava num segundo telefone e, pela conversa, parecia brigar com uma parente. Enfim, isto é falta de gerência? Isto que falo ocorreu na gestão passada. O fato é que estive comprando ingressos para o espetáculo do Oliver e lá continuam as mesmas pessoas, porém, com o nova gestão, aumentou o número de pessoas por lá. Bom, também não posso afirmar que todos trabalham lá, embora circulassem na sala dos funcionários com certa intimidade. Fico profundamente desanimada com isto, porque sou bauruense e gosto muito de arte. Renovamos nossas esperanças a cada eleição, mas eventos culturais de entretenimento que valem a pena só estão acontecendo lá no Alameda, pelo menos.
Joana de Loudes Rocco
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Marcelo Tanaka 04/07/2023Ola, em primeiro gostaria parabenizar pela importante reportagem e assunto em questão. Acho que hoje carece de Cultura o Brasil ao todo. Que saudades de todos os amigos que fiz durante a minha permanência em Bauru cidade que aprendi a amar . Fiz grandes e queridos amigos . Gostaria de agradece los sempre por terem sido um grande parceiro e que sim juntos , pudemos ter dado uma grande contribuição a grandes mudanças culturais na cidade de Bauru e região. Quem sabe no futuro proximo poderiamos dar continuidade aos projetos nao pudemos concluir. Um grande e saudoso abraço Deus abençoe sucesso a todos..!!!