Geral

Temperatura cai na Semana Santa

Por Juliana Franco | Com Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A temperatura nesta Semana Santa em Bauru será típica de outono, com noites e madrugadas amenas. Uma frente fria que está atuando sobre o Litoral aumenta a possibilidade de ocorrência de chuvas, o que inibe a elevação de temperatura. A previsão é de queda gradativa da temperatura mínima. Já na Sexta-feira Santa, por conta de uma massa de ar frio que deve atingir o Estado de São Paulo, a previsão é de 14 graus.

O meteorologista José Carlos Figueiredo, do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), explica que a influência da massa de ar frio em Bauru será pequena, mesmo assim provocará queda significativa na temperatura. A boa notícia é que de hoje a quinta-feira devem ocorrer pancadas de chuva na cidade.

Com madrugadas mais frias a expectativa é que a campanha do agasalho, lançada oficialmente na última sexta-feira, com quase dois meses de antecedência em comparação ao ano passado, deslanche. A meta da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), que organiza a campanha, é recolher 20 mil cobertores e 200 mil peças de roupas que serão distribuídas em 19 bairros da cidade considerados áreas de vulnerabilidade social.

Diferente dos anos anteriores, este ano a campanha terá coleta de casa em casa, em parceria com o Tiro de Guerra e Transurb. Inicialmente, estão disponíveis 160 postos de arrecadação, nas agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, universidades, unidades dos Cras e instituições parceiras. Uma conta será aberta para receber doações em dinheiro para a campanha do cobertor solidário.

Aos 61 anos, a catadora de papelão Maria de Lurdes Seletino, há 10 anos conta com a ajuda da população para passar o período de frio. Moradora do Jardim Flórida, ela sustenta a família de seis pessoas. “Não sei te dizer quanto tiro por mês, mas posso falar que o preço do papelão caiu e está difícil. A gente sempre conta com a ajuda da população. Todos os anos recebo roupas usadas de moradores do Beija-Flor e da Vila Santa Luzia, onde cato papelão”, relata.

Moradores da favela Maria Célia também esperam a solidariedade para se aquecer no inverno. “As crianças são as mais prejudicadas. Muitas vezes elas saem na rua para pedir não apenas agasalhos, mas também comida”, conta o pedreiro Thiago Gomes de Almeida, 20 anos.

A cozinheira Dinalva Ferreira de Souza, 40 anos, conta que já saiu às ruas junto com crianças para pedir comida e roupa. “Muitas crianças não têm nem o que calçar. Precisamos também de cobertores e agasalhos”, explica.

A Sebes está aberta a parcerias para montar postos de coleta de agasalho. Mais informações pelo telefone 3214-4806.

Comentários

Comentários