Em reunião realizada na manhã de ontem, a Secretaria Municipal de Saúde de Bauru (SMS) definiu os procedimentos da força-tarefa contra a febre amarela, que visa verificar e existência da forma silvestre da doença, na cidade.
A busca por macacos mortos nas áreas de mata que confirmem ou não a contaminação pelo vírus da febre amarela será realizada por mapeiros - pessoas que percorrem matas - que atuam em Bauru. Segundo o titular da pasta, Fernando Monti, por meio da supervisão do Zoológico Municipal, esses trabalhadores receberão orientações para tomarem as medidas necessárias caso encontrem os animais.
Além de dois desses profissionais existentes no zoológico, vigilantes de empresas próximas as “áreas de risco” serão contatados pela secretaria. “Por conta da experiência dessas pessoas em andar pela mata, optamos realizar dessa forma as buscas. Elas ficarão atentas e, caso encontrem os animais, saberão como agir”, explica o secretário.
Os macacos possivelmente encontrados serão encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), enquanto os dados coletados ao Instituto Adolfo Lutz, que será o responsável por detectar a causa da morte. Além das buscas, a força-tarefa visa intensificar a conscientização da população quanto a doença com a distribuição de folhetos informativos.
Embora considerada área de risco para a forma silvestre da febre amarela, desde janeiro, por conta da suspeita de contaminação urbana da doença em regiões próximas, Monti destaca o caráter preventivo da ação. “É importante frisar que as medidas que estamos tomando são preventivas. Nenhum caso foi detectado, não temos nenhuma ocorrência de transmissão silvestre”, frisa.
Participaram da reunião representantes da Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária do município, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, técnicos do Zoológico Municipal, da Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo e da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).