Tribuna do Leitor

Câmara é para discutir o Município


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Tenho acompanhado atentamente as sessões da Câmara, tão comentada por sua renovação. Após três meses, pode ainda ser cedo para cobrar, mas não para se fazer uma avaliação dos trabalhos dos nossos vereadores. Entre algumas articulações da fala, cujo efeito acústico representa, numa enunciação, a parte mínima de idéias, destaco o embate ocorrido entre os vereadores Roque Ferreira (PT) e Segalla (DEM), na sessão de 30 de março. Na ocasião, foi discutido e votado o veto do prefeito ao projeto do vereador Roque, que criava a Central de Atendimento ao Cidadão (CAC).

Aliás, um belo projeto, já que possibilitaria à população encaminhar suas demandas ao órgão responsável em resolvê-las, portanto, a própria prefeitura. Embora elogiasse o projeto, Segalla, em sua visão legalista (e isso não é uma crítica), defendeu o veto sob mesmo argumento da administração: vício de iniciativa, ou seja, a criação de um serviço como o CAC deve ser atribuição do município. Rodrigo também considerou louvável o projeto antes de vetá-lo. Aí, eu pergunto: se é tão bom assim, e é sua competência, por que não se empenhou em sua viabilização? Independente da resposta, o que valeu mesmo foi o nível do debate entre ambos vereadores. É esse o papel do Parlamento. Rediscutir o nosso município e não consumir tempo para analisar “se o boi pula por que sente cócegas ou dor”.

Fernando Silva Rocha - auxiliar de manutenção

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