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Região passa a discutir saúde no MP

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 3 min

Gestores da área da saúde de Bauru e região se reuniram, na tarde de ontem, com autoridades municipais e estaduais na Associação Municipal do Ministério Público (MP) para apresentar e discutir as dificuldades do setor. Foi a primeira vez que outros municípios participaram do encontro, que é realizado mensalmente em Bauru há dois anos.

Estavam presentes o promotor de Justiça de Defesa da Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, o secretário municipal de Saúde de Bauru, Fernando Monti, a diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira, o promotor de Justiça e coordenador da Saúde Pública do Estado de São Paulo, Reynaldo Mapelli, e o vereador Amarildo de Oliveira (PPS).

Os principais problemas levantados no encontro foram a necessidade do aprimoramento da central de vagas, uma maior atenção à questão da infecção hospitalar, à apresentação de dados reais da instalação do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) em Bauru e ao aumento de leitos para pacientes com problemas de saúde mental. Todas estas questões estarão na pauta da próxima reunião, que acontecerá daqui a aproximadamente 30 dias.

No início do debate foi apresentado o caso de Leile Ximenez Figueiredo, de 63 anos, que morreu no dia 14 de março enquanto esperava no corredor do Hospital de Base por atendimento médico. Adriana Santos Figueiredo, filha de Leile, expressou sua indignação. “Foi um descaso. O básico não foi feito, o simples não foi feito. Agora, ela não volta mais. Algo tem que ser feito para melhorar a saúde pública da cidade”, diz.

Mapelli afirmou que conhecia os problemas da região e que está à disposição para auxiliar os promotores que atuam na área da Saúde. “Eu já sabia de uma série de problemas, principalmente relacionado à falta de vagas e filas excessivas para uma série de exames e tratamentos. A pedido do procurador geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, tenho visitado todo o Estado para conhecer essas questões de saúde e tentar auxiliar. Eu trabalhei anos no grupo de saúde da Capital e tenho tentado ajudar os promotores que atuam na área com a experiência que acabei acumulando”, afirma.

Ferreira alegou que a inauguração do AME está prevista para junho deste ano e que serão atendidas 16 especialidades. “A primeira expectativa com o problema das especialidades é o AME. Já pactuamos até a quantidade de consultas. Ortopedia, por exemplo, vai ter 2.500 consultas mensais. As demandas menores terão cerca de 1.800 atendimentos e por aí vai. Depois da implantação do Ame, passaremos para um segundo momento para ver do que mais precisamos para melhorar a situação”, explica.

A diretora salientou ainda que seu principal alvo é a atenção básica. O Estado está contratando 9 articuladores que acompanharão os secretários, farão diagnósticos e darão soluções na atenção básica. Eles farão a articulação junto à regional de saúde”, expõe.

Para Monti, a reunião democratiza as discussões sobre a Saúde. “É uma reunião que mostra que a Saúde está saindo dos muros dos órgãos específicos para ser tratada, trabalhada e discutida como problema da sociedade. Foi mais uma apresentação para situar os novos secretários e dirigentes na área da Saúde”, explica.

Masseli avalia positivamente os encontros. “As ações judiciais já estão propostas, os processos estão correndo e as questões administrativas continuam. Estas reuniões são de grande valia porque trazem a perspectiva de soluções para questões que são vividas pelos secretários municipais de Saúde frente aos próprios orçamentos municipais e estadual”, avalia Masseli.

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