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Saúde promove semana de combate à dengue em SP

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

A Secretaria de Estado da Saúde promove, hoje, um dia inteiro dedicado às ações de combate a dengue em todo o Estado, inclusive em Bauru. A atividade faz parte da semana de mobilização estadual, que acontece até quinta-feira.

Ações simultâneas de orientação e prevenção serão realizadas em 399 municípios paulistas e visam alertar sobre a importância de combater a dengue durante todo o ano, e não apenas nos meses mais quentes. De acordo com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), o esforço da mobilização, denominada “Dia D de Combate à Dengue”, se justifica: a experiência do órgão comprova que o empenho concentrado no curto espaço de tempo tem impacto na redução dos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti.

Embora apenas um caso de dengue tenha sido registrado em Bauru neste ano, mais de uma centena de pessoas já passou pelos serviços municipais de atendimento médico com suspeita da doença. Em 2007, no entanto, a sensação era de que a dengue parecia estar fugindo do controle na cidade.

Há dois anos, foram registrados 2.131 casos da doença, 86 só no primeiro bimestre. Em 2008, o número caiu e foram reportados à Secretaria Municipal de Saúde 146 casos durante todo o ano, sendo 49 em janeiro e fevereiro.

A queda significativa dos índices de infestação da dengue se deve, em grande parte, às ações educativas, como a que será realizada de hoje a quinta-feira. Conscientes da importância de manter o quintal limpo e livre do acúmulo de água, moradores de Bauru vêem a iniciativa com bons olhos, embora muitos já estejam informados sobre como impedir a formação de criadouros do mosquito da dengue.

“As campanhas são fundamentais. Se com elas, muita gente já deixa de limpar o quintal, imagina se não tivesse? Acredito que, aos poucos, as pessoas vão se conscientizando”, afirma a dona de casa Neusa Marques de Barros, 55 anos. Moradora do Núcleo Geisel, ela conta que sempre seguiu as orientações dos órgãos de saúde para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

Vasos e garrafas

Esse também é o caso da aposentada Izaura Naliati, 66 anos, que possui dezenas de vasos de plantas em casa, mas todos sem nenhum vestígio de acúmulo de água. Há 20 anos, ela vive em uma residência na rua Adante Gigo, no Jardim Dona Lili, que sempre permanece limpa.

“Ultimamente, andei meio doente, então o quintal ficou um pouco sujo, mas sou muito cuidadosa. Sempre gostei de plantas, mas não quero trazer doença para a minha casa”, considera. Além de retirar todos os pratinhos dos vasos, já que o mosquito gosta de água limpa e parada, ela explica que deixa as garrafas de vidro acomodadas com a boca para baixo.

O mesmo cuidado é adotado pelo gerente de posto de combustível Paulo Roberto Arcolin, 30 anos. Em sua casa, no Jardim Guadalajara, a piscina fica protegida com uma lona, que só é retirada quando os filhos querem brincar. Já as plantas da residência, em sua maioria, são artificiais. “Só o jardim tem flor natural mas, nesse caso, não há risco de juntar água, porque a grama absorve tudo”, comenta.

A pensionista Iracema Motta de Aguiar, 82 anos, também é adepta das plantas de plástico, que não precisam ser regadas. Na casa em que mora, na Vila Cardia, no entanto, há também um jardim, do qual ela cuida diariamente. “Todos os vasos que precisam ser regados tem furo no fundo, para não acumular água. Não causa problema de jeito nenhum. Não deixo nem as flores que caem ficarem muito tempo no chão”, conclui.

Além de atenção às garrafas, pneus, pratos de vasos de plantas e bacias, a Secretaria de Estado da Saúde orienta a população a manter caixa d’água e poços sempre limpos. Além disso, deve-se evitar jogar lixo nas ruas e quintais, pois mesmo tampas de garrafas pet, brinquedos, copos e sacos plásticos podem servir de criadouro para o mosquito.

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