Quando voltava da casa do noivo, onde não havia encontrado ninguém, Carolina Martinan Ramos, 28 anos, foi seqüestrada por um casal, na noite de anteontem. Ela transitava pela quadra 2 da rua Giocondo Turini, no Jardim Ouro Verde, quando foi imobilizada no meio da rua e jogada para dentro de um carro preto, informa a família da vítima.
Já seqüestrada, o casal exigiu que ela fornecesse o número do telefone residencial. Ligaram para a mãe de Carolina e pediram R$ 10 mil para não matá-la. “Foi a mulher quem ligou. A voz estava abafada. Era estranha”, recorda Lúcia Martinan Ramos, ao contar sobre os momentos de desespero pelo qual passou sem saber do paradeiro da filha. De acordo com ela, sua interlocutora desligou o telefone em sua cara. Por essa razão, chegou a pensar em golpe ou trote. Passou então a procurar Carolina.
Inicialmente, foi até a casa do noivo dela, que nada soube informar. Depois, ligou para parentes, amigos e conhecidos. Nada. Quando voltou a ligar no celular da filha, o aparelho foi atendido por um carroceiro que disse ter encontrado a vítima sozinha numa calçada, próximo a um matagal na rua Benevenuto Tiritan, no Jardim São Francisco. Segundo Lúcia, sua filha foi agredida com socos e chutes. Ferida e em estado de choque, foi levada ao Pronto-Socorro Central. Nada dela foi roubado.
A reportagem tentou contato com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para apurar outras informações referentes ao caso. Mas em virtude da morte de J.J.Cardia, antigo titular da delegacia, o JC não encontrou quem pudesse comentar a ocorrência, registrada como extorsão mediante seqüestro e lesão corporal.