Regional

Promotor aguarda conclusão de inquérito

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Bariri - O inquérito policial instaurado para apurar suposto crime eleitoral por parte do presidente da Câmara de Bariri, o vereador Clóvis Roberto Bueno (PSDB), está em fase final de conclusão na Delegacia Seccional de Polícia de Jaú. No final de fevereiro, foram apreendidas diversas cartelas de comprimidos, além de cerca de 60 caixas de medicamentos diversos, grampeados com receituários em nome de várias pessoas, na garagem da oficina mecânica de propriedade do parlamentar.

De acordo com o promotor de Justiça de Bariri, Luciano Gomes de Queiroz Coutinho, em virtude da apreensão dos remédios, foi instaurado um inquérito policial para apurar possíveis crimes relacionados ao fato. “Esse inquérito está em fase de conclusão”, revela. “No último contato que eu tive com o delegado de polícia responsável pelo caso, ele disse que já está fazendo o relatório, ou seja, o resumo final de todas as provas que foram produzidas e que, em breve, vai encaminhar esse inquérito para mim”.

Além disso, explica o promotor, existe um inquérito civil, tramitando na Promotoria de Justiça de Bariri, para apurar eventual ato de improbidade administrativa cometido pelo vereador. “Quando o inquérito policial chegar ao Ministério Público, vou usar como base as provas reunidas pelo delegado no inquérito civil até porque os dois inquéritos tratam do mesmo assunto”, diz. “Provavelmente, também vou ouvir algumas pessoas que eu acho importante e já tomar as providências que entender necessárias”.

Coutinho revela que, em um prazo máximo de trinta dias após o envio do inquérito policial ao Ministério Público, a promotoria chegará a uma conclusão a respeito do caso e adotará as providências cabíveis, tanto na esfera civil quanto na criminal. “Eu acredito que, até o final desta semana, esse inquérito já vai ser encaminhado para mim”, afirma. “O que eu posso adiantar é que os remédios encontrados foram adquiridos com dinheiro público e saíram do Posto de Saúde de Bariri”. Segundo ele, o objeto de apuração é a forma como esses medicamentos foram parar na residência do presidente da Câmara.

O promotor de justiça prefere não se manifestar a respeito do resultado final dos inquéritos que apuram supostas irregularidades cometidas pelo vereador Clóvis Bueno antes da conclusão das investigações. “A princípio, indícios de irregularidade existem”, diz. “O vereador Clóvis, que é o dono da oficina onde os remédios foram encontrados, não deu nenhuma explicação razoável para que esses medicamentos estivessem lá. Ele disse que não tem a menor idéia de como os remédios foram parar lá”.

Segundo o representante do Ministério Público, o presidente da Câmara de Bariri está sendo investigado pelos crimes eleitorais de distribuição de remédios em troca de votos; peculato, ou seja, desvio de bens públicos em proveito próprio, já que os remédios teriam sido supostamente desviados do Posto de Saúde em benefício dele; e improbidade administrativa, em razão do cargo público que exerce. “Agora, uma análise melhor a respeito das provas, dos depoimentos das testemunhas e dos laudos que foram feitos, eu só poderei fazer ao final dos inquéritos”.

Procurado pelo Jornal da Cidade, o presidente da Câmara de Bariri, Clóvis Roberto Bueno, afirmou que prefere aguardar a conclusão dos inquéritos policial e civil para se manifestar publicamente sobre o assunto.

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