Cidade do México - O ministro da Saúde do México, José Angel Córdova, confirmou ontem o registro de 260 casos de gripe suína - cujo nome oficial é “influenza A (H1N1)” - no país. Ele também disse que o número de mortes comprovadamente causadas pela doença é de 12. Esses dois números diferem do balanço da OMS (Organização Mundial de Saúde), no qual o país tem 97 casos e sete mortes confirmadas.
257 casos segundo OMS
Em todo o mundo, conforme a OMS, há 257 casos confirmados de gripe suína, em 11 países, e oito mortes - sete do México e outra, de um bebê mexicano, no Estado americano do Texas. Conforme a OMS, atualmente, a nação com maior número de casos da doença é os Estados Unidos, com 109, sendo 50 em Nova York, 26 no Texas e 14 na Califórnia.
O México chegou a anunciar a confirmação de 22 mortes, mas depois reduziu o número a sete. Agora, o país afirma que vai parar de atualizar o número de pessoas infectadas e de mortes suspeitas, que parou, respectivamente, em 2.500 e 168.
Em casa no feriado
Ontem, o presidente mexicano, Felipe Calderón, pediu que as pessoas aproveitem o feriado de 1º de Maio para ficar em casa e evitar mais transmissão do vírus. “Quero exortá-los todos que nestes dias de folga que vamos ter, nesta ponte que irá de 1º a 5 de maio, fique em tua casa com a tua família; porque não há lugar mais seguro para evitar contagiar-se do vírus da gripe suína que tua própria casa’’, afirmou Calderón.
Para evitar as concentrações, o governo do México ainda suspendeu as aulas em todo o país, bem como as apresentações culturais e artísticas. Na capital permanecem fechados os bares e restaurantes. O presidente afirmou ainda que fechou os serviços não-essenciais do governo e prédios de empresas privadas, enquanto o número de doentes passa de 2.500.
O ministro da Fazenda, Agustín Carstens, calculou as perdas econômicas pela emergência sanitária entre 0,3 e 0,5% do PIB caso a crise tenha duração de três meses.
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Máscara de grife
Nova York - Se uma pandemia de gripe está chegando, mas você não pode sair de circulação, surgiu uma forma criativa de manifestar o seu medo. Essa parece ser a abordagem da Digo, agência de publicidade de Nova York que criou uma linha bem-humorada de máscaras “de grife.”
“Quando vimos o pânico da gripe suína tomando conta, sentimos que repaginar a máscara facial, esse ícone do medo, fazendo dela uma tela para sentimentos mais criativos e brincalhões era a forma de dizer que não temos nada a temer senão o próprio medo”, disse Mark DiMassimo, diretor de criação da Digo.