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Concordata da Chrysler reflete problemas da General Motors


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Detroit - O pedido de concordata da Chrysler ressalta o quão difícil será para a General Motors concluir seus próprios acordos de reestruturação com seus acionistas e evitar o mesmo destino que sua concorrente. Convencer os milhares de detentores de bônus da GM a aceitar uma oferta de troca ainda mais impactante até o prazo de 1 de junho imposto pelo governo será tão difícil quanto foi com a Chrysler para a maior montadora dos EUA -- isso se não for impossível - dizem analistas.

Especialmente os detentores de bônus que estão segurados com swaps de crédito básico provavelmente irão esperar por um acordo de recuperação melhor na concordata da GM, e não aceitar a recém-lançada proposta da montadora de trocar a dívida por participação, disse Chlebina.

Sob os termos da atual proposta de reestruturação da GM, os detentores de bônus receberiam apenas 10 por cento de participação na empresa reestruturada, em troca de até 90 por cento dos 27 bilhões de dólares devidos pela GM.

Enquanto isso, o governo dos EUA, que concedeu 15,4 bilhões de dólares em empréstimos para manter a GM desde o começo do ano, teria participação de pelo menos 50 por cento na montadora sob o plano de reestruturação. O sindicato United Auto Workers teria quase 40 por cento de participação, em troca do acordo que permite a GM que pague apenas 10 bi em ações, e não em dinheiro. “A atual proposta do governo não parece ser muito favorável para os detentores de bônus”, disse Mike Hausman, diretor da consultora em reestruturações O’Keefe & Associates.

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