Internacional

Israel volta a atacar a Faixa de Gaza


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Gaza - O Exército israelense realizou ontem ataques aéreos para destruir túneis que ligam o território palestino da Faixa de Gaza ao Egito. O médico Moaiya Hassanain, do Ministério da Saúde palestino, afirmou que uma pessoa ficou levemente ferida. A violência em Gaza diminui sensivelmente desde a megaofensiva israelense realizada entre dezembro e janeiro passados que deixou mais de 1.400 palestinos e 13 israelenses mortos.

Um dos objetivos da megaofensiva era, justamente, destruir a rede de túneis que liga Gaza e Egito. Israel impõe um bloqueio à Faixa de Gaza desde 2007, quando o grupo radical islâmico Hamas assumiu o controle da região. Os palestinos passaram, então, a usar os túneis para o tráfico de armas, mas também para conseguir comida e outros produtos.

De acordo com um porta-voz do Exército de Israel, o ataque de ontem aconteceu depois de militantes islâmicos terem lançado um foguete contra o território israelense, da Faixa de Gaza. Os lançamentos de foguetes contra Israel também diminuíram bastante desde a megaofensiva, que terminou com um acordo de cessar-fogo.

No começo de março passado, um míssil israelense matou um militante palestino e feriu outro. De acordo com Israel, a dupla se preparava para lançar um foguete contra Israel.

Cerca de 60 mil dos 225 mil imóveis palestinos de Jerusalém Oriental correm o risco de ser demolidos pelas autoridades israelenses, segundo um relatório do Escritório de Coordenação para Assuntos Humanitários da ONU (Ocha, na sigla em inglês).

Sob o título de “A crise de planejamento em Jerusalém Oriental: Entendendo o fenômeno de construção ‘ilegal’”, o documento adverte que cerca de 1.500 lares palestinos contam com as ordens de demolição na parte leste de Jerusalém. Caso essa medida entre em vigor, deixaria pelo menos 9 mil pessoas sem casa, sendo metade delas crianças e adolescentes.

Só 13% do território de Jerusalém Leste anexado por Israel é considerado, pelas autoridades israelenses, apto para receber as construções palestinas. Um terço da área foi desapropriada para a construção de assentamentos judaicos, onde residem 195 mil israelenses.

Palestinos destes bairros lamentam que as demolições sejam tentativas de impedir a presença na zona e de tornar exclusivamente judaica a parte oriental de Jerusalém. As autoridades municipais argumentam que só colocarão abaixo imóveis construídos sem permissão oficial.

Na última semana, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, afirmou que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, levará em sua próxima visita aos EUA um plano baseado na criação dos dois Estados para resolver o conflito do Oriente Médio.

Netanyahu deve viajar no final de maio a Washington para se reunir com o presidente Barack Obama.

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