Tribuna do Leitor

Lágrimas e bisturis - tréplica


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Esta tribuna publicou, no exercício da democracia, em 28/4, carta do leitor sob o tema "Dilma, o bisturi e o machismo", em réplica a outra carta de minha autoria sob o título “Lágrimas da marqueteira”, onde narrei o episódio em que a ministra Dilma Rousseff, virtual candidata do PT à Presidencia, derrama as lágrimas (marqueteiras) em Minas Gerais se referindo à sua infância e transmitidas com grande alarde pela TV da base aliada, a Record. Que reitero são produtos de puro marketing e antigamente denominada de demagogia.

O leitor sr Henrique P. de Aquino, como eu assíduo participante desta coluna, comete em seus textos algumas injustiças em seus comentários demonstrando não ter assimilado meu texto: A primeira e maior, sem dúvida, é taxá-lo de machista somente porque critica a sra. Dilma na sua condição de política e de demagoga, em sua condição de ministra e que em minha opinião realiza uma má utilização de recursos públicos em promoção de candidatura, não só por ela, mas principalmente pelo governo que ela representa. Em muitos episódios, como o mensalão, este governo demonstrou não visualiar nenhuma fronteira entre o píblico e o privado, daí as críticas que fiz se dirigirem à política Dilma e nunca à Dilma mulher, como equivocadamente quis ensinuar o sr. Aquino. E não são mudadas nem mesmo pelas condições de doença infelizmente ocorridas e também explorados de maneira holywoodana, isto sim em desrespeito à pessoa da sra. Dilma, mulher e mãe.

Outra questão é que não tenho nenhum engajamento político, tanto que várias vezes nesta coluna critiquei o governo Serra pelo descaso com nossa cidade. Agora, sem dúvida, a forma de Serra e de Dilma tratarem os recursos públicos é bem diferente, como a competência que o ex-ministro da Saúde Serra na implantação dos medicamentos genéricos e a ministra da casa civil e ex-ministra das Minas e Energia, que investiu recursos da Petrobras no companheiro Evo, e em mais de um ano de implantação do PAC não conseguiu aplicar nem 1% do valor original prometido, embora este seja seu único patrimônio eleitoral.

Já o missivista Aquino aparenta ser petista pré-mensalão, daqueles que pregam democracia e a todos criticam em seu nome, no entanto, não aceita democraticamente nem a crítica nem sequer o debate de idéias quando elas divergem de seu pensamento.

O presidente Lula goza de inegável popularidade, mas se engana se deseja empurrar para nós eleitores “um poste”, mesmo que seja este poste revestido da honrosa condição feminina. O que está em jogo é o ou a melhor para o país e o ou a mais competente, pouco importando se mulher ou homem.

Márcio M. Carvalho

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