Sou a favor também do toque de recolher. Mas, infelizmente, como bem esclarecido pela jornalista Luciana La Fortezza, acho difícil essa medida ser adotada em Bauru. Tenho uma filha pequena (11 meses) e me preocupo com o bem-estar dela mais tarde. Mais uma vez, o Estado tem que assumir o papel de pai, já que muitos acham que pai ou mãe é simplesmente o ato de ter ou gerar um filho. Fogem da responsabilidade de criar e educar. Caberia aos pais saber o que os filhos fazem, onde vão, com quem estão. Já que muitos não o fazem, o governo tem que agir. Mas fico indignado com a falta de punição. A polícia fica de mãos atadas. Perde a autoridade. Já que um adolescente, um jovem, tem muito mais poder. Nosso juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara, deveria ser mais enérgico para coibir abusos de menores delinqüentes. O toque de recolher vai ajudar? Sim. Mas Bauru vai adotar? A curto prazo, duvido muito.
Jonas Tiengo