Com o objetivo de organizar, ordenar e disciplinar o serviço prestado dentro dos cemitérios municipais de Bauru, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) reuniu ontem 75 zeladores que não pertencem ao quadro de funcionários da empresa, mas trabalham na limpeza e manutenção de jazigos de quatro necrópoles da cidade e um do distrito de Tibiriçá. A proposta é identificar e cadastrar esses prestadores de serviço junto às famílias dos mortos na tentativa de melhorar a segurança nos cemitérios.
A idéia foi colocada em prática após a onda de violação de túmulos registrada nos últimos 15 dias no Cemitério da Saudade. Segundo Ewerton Mussi Hunzicker, diretor de limpeza pública, hoje os zeladores são contratados pelos proprietários de jazidos para fazer a manutenção do espaço. “Geralmente, o contrato é verbal. Nossa idéia é organizar o serviço, pois não sabemos quem são essas pessoas e quantas são”, explica.
“Queremos organizar o pessoal e fazer um cadastro deles. Identificá-los por meio de jalecos e crachás. Esse cadastro será fixado nas portas dos cemitérios e é uma forma de outras pessoas que queiram contratar o serviço do zelador, saibam quem procurar”, acrescenta. Hunzicker afirma que não há intenção de impedir ninguém de trabalhar, - inclusive o mesmo zelador pode prestar serviço nos cinco cemitérios, mas, para isso, deve se cadastrar em todos os locais.
O último caso de vandalismo nos cemitérios foi registrado no final de abril. Nem mesmo a instalação de cercas de arame cortantes, chamadas de concertina, semelhantes às usadas em presídios, não intimidou vândalos que nos últimos 15 dias do mês passado, violaram 32 túmulos no Cemitério da Saudade, conforme o JC publicou na época.
Os casos de violação de túmulos estão sendo investigados. Na ocasião, o presidente da Emdurb, Rubens Ribeiro de Barros Filho, informou que os infratores tinham acesso ao cemitério pela porta de serviço destinada aos trabalhadores que reconstroem o muro do cemitério. O problema foi solucionado.
Apesar de não haver registro de violações em outros cemitérios, segundo o diretor de limpeza pública, o problema dos outros locais é o abandono. “Muitas pessoas vão ao cemitério e chutam as portas, quebram os jazidos e as famílias não fazem a manutenção devida. Esse é um problema comum nos cinco cemitérios”, afirma Hunzicker.