Internacional

Texas tem 2ª morte por gripe nos EUA

Andrea Murta
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - O governo do Texas anunciou ontem a segunda morte nos EUA causada pelo vírus influenza A (H1N1), que vinha sendo chamada de gripe suína. A vítima, que tinha 33 anos, é uma mulher que vivia no condado de Cameron, próximo à fronteira com o México, e já tinha outros problemas médicos crônicos, segundo o Departamento de Serviços de Saúde do Estado. Em todo o país, o número de casos confirmados da doença chegou ontem a 403, distribuídos por 38 Estados diferentes. No Texas, há 61 casos.

O Centro de Controle de Doenças (CDC) dos EUA até a noite de ontem não havia confirmado a nova morte em seu website. Estava listada como única fatalidade causada pela doença no país a de um bebê mexicano que visitava parentes no Texas no mês passado. Acredita-se que ele tenha contraído o vírus na Cidade do México, e também neste caso médicos descreveram a presença de problemas de saúde anteriores.

Pouco antes, a secretária da Saúde dos EUA, Kathleen Sebelius, afirmara em entrevista coletiva que cientistas estão cada vez mais confiantes em que o surto não será tão sério como se temeu inicialmente. O diretor interino do CDC, Richard Besser, disse que a situação no México, onde o surto é mais grave, está se estabilizando.

Funcionários do governo disseram também não estar mais orientando escolas a fecharem suas portas nos EUA quando encontram casos confirmados da doença. Em vez disso, a indicação é para os pais de crianças com sintomas da gripe manterem os filhos em casa por ao menos uma semana.

Há uma semana, o CDC recomendava que as escolas com casos confirmados cancelassem as aulas por até 14 dias. Cerca de 750 escolas no país seguiram a recomendação.

No mesmo dia, em Washington, o presidente Barack Obama usou o surto da influenza A (H1N1) para defender o que chamou de “iniciativa global de saúde”. Ele pressiona o Congresso pela liberação de US$ 63 bilhões em seis anos - mais de US$ 8 bilhões apenas para o ano fiscal de 2010. “O vírus H1N1 de 2009 nos lembrou da urgência por uma ação (...); o mundo está interconectado, e isso exige uma abordagem integrada pela saúde global”, avaliou.

A intenção anunciada é melhorar sistemas de saúde ao redor do mundo para lutar contra doenças como aids, malária e tuberculose. Apenas a luta contra a aids levaria 70% da verba.

O investimento foi apresentado como componente de uma nova estratégia de segurança nacional, onde o poder das ferramentas de desenvolvimento dos EUA (como iniciativas de saúde) fortaleceria governos e reduziria o risco de conflitos.

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