Geral

Faltam quase 400 lixeiras na cidade

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Manter a cidade limpa não é mesmo tarefa fácil. O déficit de lixeiras em Bauru chega a quase 400. O número calculado pelo JC já leva em conta os 150 coletores licitados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), previstos para serem instalados no próximo mês. O volume representa apenas 25% do total de 600 lixeiras que seriam instaladas pela empresa Street Lix.

Vencedora de um processo licitatório em 2007, instalaria as 600 até 2011. Metade estaria em uso até setembro do ano passado. Mas até hoje apenas 77 foram colocadas, segundo a Secretaria do Meio Ambiente (Semma). A empresa não teria conseguido vender espaço publicitário na cidade para arcar com os custos de instalação e manutenção. Segundo informações obtidas pela reportagem, a Street Lix tenta a rescisão amigável do contrato.

Na empresa, a única informação oficial transmitida é de que a administração municipal solicitou 46 coletores para substituição, medida a ser adotada por conta da 10.ª Semana Integrada do Meio Ambiente (Simab). Os diretores responsáveis por detalhar o problema estavam fora do Estado. Se tivessem êxito na comercialização, o Fundo Municipal do Meio Ambiente teria recebido bem mais que os R$ 385,00 repassados pela Street Lix.

O contrato firmado em 2007 prevê o repasse ao fundo de R$ 5,00 do valor cobrado com as propagandas. Mas desde dezembro do ano passado, as instalações deixaram de ser feitas. A Street Lix foi notificada e, de modo informal, apresentou suas dificuldades. Durante o processo, o Departamento Jurídico verificou com a Semma eventual interesse nas estruturas físicas.

Sem equipe para instalá-las, a resposta foi negativa. Com o processo em andamento, ainda não está certo quem se responsabilizará pela manutenção dos coletores, a partir da quase certa rescisão do contrato.

Getúlio

A Emdurb, atualmente, recolhe o lixo dos coletores instalados na avenida Getúlio Vargas. Há cerca de 20 dias, 19 deles estavam instalados na via, sendo dois tortos e dois quebrados. Um deles foi queimado na quadra 5.

Por conta da situação, o empresário e ex-vereador Primo Mangialardo pediu à Emdurb a substituição do equipamento. Foi remetido à Semma e, por fim, bateu às portas da empresa, em São Paulo. Tiraram a lixeira, mas não a substituíram. Segundo Primo, quando teve acesso ao valor cobrado pela publicidade nas lixeiras, o considerou caro para os padrões de Bauru. O empresário também critica a dificuldade em fazer a limpeza do coletor. “É difícil tirar o lixo, não tem saída por baixo ou na lateral”, comenta.

____________________

Histórico

Se é ruim dispor de poucos coletores, pior é ficar sem eles. Há um ano, a reportagem mostrou ausência de lixeiras nas principais vias da cidade. Na Nações Unidas, das quadras 14 a 34, estavam disponíveis apenas no Parque Vitória Régia e na Praça da Paz. Na ocasião, a Duque de Caxias não contava com qualquer lixeira em 2,6 quilômetros - nas primeiras 24 quadras.

A situação melhorava na avenida Rodrigues Alves, onde distribuição de coletores de lixo também estava longe de ser ideal. No Centro da cidade, entre as quadras 3 e a avenida Nações Unidas, vários deles podiam ser vistos. O número poderia ser maior, não fossem os já destruídos. Mas ao atravessar a Nações, ainda seguindo pela Rodrigues, a avenida volta a ficar “órfã” dos coletores de lixo.

A única exceção era mesmo a avenida Getúlio Vargas. Em alguns trechos, era possível encontrar uma lixeira a cada 50 metros. Estava em quase todas as quadras até as imediações da 20, depois sumiam.

Comentários

Comentários