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Lula volta a dizer que fará seu sucessor

Folhapress
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Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar ontem que vai fazer seu sucessor nas eleições de 2010. Durante cerimônia de inauguração de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Rio de Janeiro, Lula ressaltou que não poderia falar sobre política, mas ao final deu uma flor para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à sucessão.

O presidente foi recebido por gritos de “Lula de novo” e “fica, fica”. O nome da ministra Dilma também foi gritado: “Dilma, Dilma, Dilma”.

“Quero deixar claro que não falei de política. Vocês é que estão gritando isso. Que a profecia que diz que a voz do povo é a voz de Deus esteja correta neste momento”, disse Lula.

“Todo mundo sabe que vamos ganhar a eleição em 2010. Todo mundo sabe que quando chegar a hora certa vamos para a disputa”, afirmou Lula, no Complexo do Alemão, para entrega de apartamentos. Durante inauguração de um novo tribunal em Manguinhos, Lula jogou bola com o governador.

Esta não é a primeira vez que o presidente diz que fará o seu sucessor. Em pelo menos outras quatro ocasiões ele disse que elegeria um candidato do PT.

Lula afirmou ainda que se diferencia dos outros políticos por não ir à comunidades carentes apenas na época da campanha eleitoral. Ele classificou os que adotam essa prática de “políticos Xuxa”, em referência à apresentadora da TV Globo, Xuxa Meneghel.

“Na época de eleição, pobre vale ouro. Os políticos vêm aqui, falam bem do povo e mal dos banqueiros. É o político Xuxa: antes da eleição é beijinho, beijinho; depois é tchau, tchau”, afirmou.

O presidente comentou ainda que os governantes anteriores esqueceram do povo pobre durante muitos anos. Ele destacou que governa para todos mas a prioridade é “melhorar a vida do povo pobre”.

Lula recebeu no fim da cerimônia um grupo de sindicalistas ligados à Petrobras que usavam camisas enaltecendo a estatal e criticando a criação da CPI para investigar a empresa.

Dilma disse que é importante que se valorize a Petrobras em função das perspectivas com a descoberta de petróleo na camada pré-sal. Segundo a ministra, o pré-sal funcionará com uma espécie de PAC acelerando a redução da pobreza e melhorando as condições da saúde e da educação no país.

“O pré-sal vai garantir que o Brasil tenha dinheiro suficiente para construir casas, diminuir a pobreza, melhorar a educação e dar saúde de qualidade para o povo. Não é só questão de petróleo, mas sim de construir uma nação”, disse.

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