Nossa Diocese de Bauru recebe solenemente neste domingo o 5º bispo diocesano dom Caetano Ferrari, franciscano que deixa a Diocese de Franca. A Diocese foi criada pela bula “Christi Gregis” de 15/02/1964, do papa Paulo VI. Nosso 1º bispo foi dom Vicente Marchetti Zioni, que esteve conosco da criação até 1968, quando assumiu a vizinha Arquidiocese de Botucatu.
De 1968 até 1970 nossa Diocese ficou “sé vacante”, sem bispo, até a vinda de dom Cândido Padin, monge beneditino que veio de Lorena. Dom Cândido, nosso 2º Bispo, ficou conosco até 1990, quando, por ter completado a idade de 75 anos e amparado pelo Direito Canônico, apresentou sua renúncia ao governo da Diocese de Bauru após quase 20 anos de feliz pastoreio entre nós. Muitos reclamavam que viajava demais, pois além de ser filósofo e teólogo era também bacharel em direito, o que o fazia por demais politizado e sua condição de intelectual era motivo de muitas convocações pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), tendo proferido muitas palestras dentro e fora do País.
Em meados de 1988, a pedido de Dom Cândido e por estar já debilitado pela saúde, chega para nós o bispo-coadjutor dom Aloyisio José Leal Penna, jesuíta que chegou para colaborar com o bispo diocesano até 1990, quando assume nossa Diocese, como 3º bispo com muito gás e ânimo, com rodinha nos pés que ninguém conseguia acompanhá-lo.
Não parava também na Diocese e era muito requisitado pela CNBB, que o cumulava de muitos cargos que exigia demais dele sem que o mesmo sequer reclamasse.
Em 2000, fomos surpreendidos com a transferência de dom Aloysio para Botucatu, onde assumiu como arcebispo, trocou 6 por 3 (na minha insignificante opinião). Nessa, ficamos novamente sem bispo e a vacância foi de 2000 ao final de 2001, 1 ano e 6 meses, quando respondeu como administrador diocesano o pe. Enedir Gonçalves Moreira, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Bauru.
Em dezembro de 2001, toma posse como 4º bispo de Bauru Dom Luiz Antônio Guedes, que veio de Campinas para assumir nossa Diocese e fica conosco quase 7 anos, até setembro de 2008, quando é transferido pelo Papa Bento XVI para a Diocese paulistana de Campo Limpo. Novamente, e pela 3ª vez, nossa Diocese fica acéfala (vacante) e, pasmem, isto aconteceu em menos de 50 anos de história, o que me causa grande tristeza, pois há dioceses que nunca ficaram sem bispo.
Dom Luiz veio com muita vontade e ânimo, fazendo as coisas caminharem, e parava muito na Diocese, sem muitas funções fora dela, e também não agradou a todos, pois sempre existem pessoas que esperam a perfeição que nunca virá. Após exatos 8 meses, nossa Diocese recebe dom Caetano Ferrari, que vem da Diocese de Franca onde foi o 2º bispo para ser nosso 5º bispo.
Desejo de coração que a Diocese de Franca não fique vacante tanto tempo, pois digo sem medo de ninguém, como padre, que é horrível essa experiência. Nestes 8 meses respondeu como administrador diocesano o Pe. Luiz Eduardo Monteiro Fontana, da paróquia de Santa Catarina de Alexandria, em Arealva.
Espero, como bauruense que sou, como leigo participante que fui (quando era “gente”) e agora como padre há 12 anos e cinco meses que sou, que toda a Diocese, incluindo a sede (Bauru) e as cidades de Agudos, Arealva, Avaí, Boracéia, Cabrália Paulista, Duartina, Fernão, Gália, Iacanga, Lucianópolis, Paulistânia, Pederneiras e Piratininga, perfazendo um total de 40 paróquias e uma pró-paróquia, acolham com carinho e respeito nosso novo bispo, pedindo que o Divino Espírito Santo, padroeiro de nossa diocese, dê a ele muita luz para guiar o seu rebanho que somos todos nós seus diocesanos. Seja bem-vindo, Dom Caetano!
Padre Carlos Henrique Andrade Siqueira - Pároco da Paróquia de Santa Edviges - Núcleo Mary Dota