Folgo em verificar que a remodelação na Iluminação Pública - IP, paralisada há mais de quatro anos, foi reiniciada e concluída no ultimo mês de abril. Trata-se de obra no Jardim do Contorno, nas imediações da CEF, Justiça Federal, Confiança Flex, Grêmio Cohab e Ciretran. Consistiu na instalação de 10 novos postes; 28 luminárias de vapor de sódio (10 novas e 18 substituições).
Destaco que a paralisação de obra na IP de Bauru ocorreu em maio/04, por determinação judicial, para que fosse feita perícia - lâmpadas faturadas versus existentes (JC-27.05.04). Sua liberação tornou-se pública, através do JC-09.07.04. No entanto, a prefeitura e a CPFL só puderam ser oficializadas após o encerramento da greve de parte do judiciário, que se alongou no 2º semestre do ano.
Após esse lapso de tempo, a administração que assumiu em 2005 extinguiu a chamada “Gestão Energética Municipal – GEMA”, passando suas atividades, que eram estratégicas, para a área operacional. Tal iniciativa não abortou apenas o planejamento energético participativo com a comunidade, mas também as ferramentas de monitoramento e controle. Nesse mister, como nos ensina Kaoru Ishikawa, criador de ferramentas aplicadas à qualidade total: “Quem não tem item de controle não gerencia nada!”. Ainda sobre qualidade total, devemos considerar a produtiva utilização de tempo dos chineses: 70% em planejamento, 30% em execução.
Não podemos ignorar que quando se fala em IP, assim como nas demais atividades da administração municipal, há transversalidade entre as várias secretarias. No caso, abrange os aspectos segurança; qualidade de vida; arquitetura e meio ambiente.
Ressalto a força do editorial desse jornal, Coluna Opinião (JC-08.12.08), que sob o título “A passagem do bastão” propiciou-me a oportunidade de destacar essa pendência, fazendo com que fosse eliminada, logo após a publicação, fato que eu não havia conseguido ao longo de quatro anos, em insistentes conversas com quem de direito. Recordo que, inserido no contexto dessa matéria, como estávamos às portas de uma sucessão municipal, atrevi-me alertar sobre os cuidados que se deve ter numa transição, para não incorrer no equívoco de subestimar o legado recebido. A título de ilustração, fundamentado em minha vivência, nas áreas empresarial e pública, testemunhei a postura equivocada que foi adotada em Bauru, na transição municipal de 2004/2005. Entre outras proposituras e pendências para o caso em questão, relatei: “Não posso deixar de mencionar que tem obra-IP paga há quatro anos e não concluída”.
O autor, Braz Melero, foi regional da CPFL e presidente da Cohab