Ciências

Cérebro reage de formas diferentes à visualização de rostos


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Estudo publicado na Revista Chilena de Neuropsiquiatria concluiu que “observar um rosto desconhecido provoca ativações maiores nos indivíduos do que olhar para o próprio rosto (‘efeito surpresa’) e que, enquanto a raiva ativa a amídala direita, a alegria ativa ambas as amídalas ou apenas a esquerda (ela produz uma decodificação semântica)”. Além disso, o artigo indica que os indivíduos outward, ou seja, extrovertidos, em comparação aos inward (introvertidos), respondem à raiva de forma menos intensa e unívoca e ativam mais áreas corticais. Ademais, nem sempre esboçam qualquer reação quando confrontados com suas próprias expressões faciais e respondem à alegria com maior envolvimento do hemisfério verbal esquerdo.

Bernardo Nardi e colegas da Universida Politécnica de la Marca (Itália) e da Pontifica Universidad Católica de Valparaíso (Chile), responsáveis pela pesquisa, afirmam no texto que “os resultados obtidos no estudo confirmam o fato de que as amídalas estão associadas com a elaboração de estímulos de significado emocional, especialmente se estão correlacionados a valores sociais”. Eles explicam que tais dados já haviam sido assinalados em outras pesquisas nas quais, tal como nessa, foram utilizados exames de neuroimagem, como PET ou ressonância magnética para correlacionar as reações psicológicas com o funcionamento cerebral.

De fato, de acordo com o artigo publicado, neste estudo especificamente, os pesquisadores explicam que “avaliaram as ativações das amídalas e de outras estruturas do sistema nervoso central de 10 indivíduos saudáveis produzidas por estímulos emocionais externos padronizados através de imagem funcional de ressonância magnética. Os estímulos visuais foram apresentados por meio de óculos compatíveis com o ambiente, ligados a um computador e faziam uso de rostos humanos expressando, alternadamente, uma emoção positiva (alegria), uma emoção negativa (raiva) e uma neutra”. Durante as avaliações, os autores solicitaram aos participantes que se mantivessem da maneira cômoda possível, evitassem movimentos - mesmo os mínimos - e que mantivessem a visão fixa no centro do campo visual, indicado por uma cruz pequena.

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